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Política·

Governo andorrano apoia projeto paroquial sobre consulta institucional com ajustes recíprocos

O executivo de Andorra apoia lei proposta pelas paróquias para reforçar coordenação, mas exige consultas mútuas e definições precisas para evitar atrasos na governação. Ministro Guillem Casal destacou alinhamento com padrões europeus e diálogos em curso.

Pontos-chave

  • Governo elogia projeto por formalizar diálogo entre paróquias, executivo e Conselho Geral.
  • Alinha-se com recomendações do Conselho da Europa; apoia mecanismos de consulta bidirecional.
  • Pede definições claras de impactos paroquiais para não atrasar processos legislativos.
  • Sem calendário para debate ou emendas no Conselho Geral.

O Governo andorrano manifestou apoio a um projeto de lei das sete paróquias destinado a melhorar a consulta e coordenação institucionais, propondo ao mesmo tempo mecanismos de consulta recíproca e definições mais claras para manter a eficiência.

Na sua avaliação formal, o Executivo elogiou a "Proposició de llei de concertació i consulta institucional" das paróquias por formalizar os canais de diálogo existentes entre as paróquias, o governo e o Conselho Geral. O ministro e porta-voz do governo Guillem Casal detalhou esta posição na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

Casal enfatizou que a iniciativa se alinha com as recomendações do Conselho da Europa para institucionalizar os processos de consulta. Afirmou o compromisso do governo em reforçar a colaboração face a desafios comuns, notando que Andorra já mantém discussões permanentes entre administrações. "Partilhamos o objetivo de aprofundar a colaboração institucional e continuar este diálogo permanente", declarou Casal.

O governo pediu, no entanto, que o processo de consulta funcione de forma bidirecional. Embora o projeto de lei exija a consulta do governo em regulamentos ou normas que possam afetar competências paroquiais, Casal sugeriu que as paróquias façam o mesmo em relação às suas ordenanças, regulamentos ou normas, consultando ou informando o Executivo. Instou o Conselho Geral a refletir sobre isto durante as deliberações.

Casal sublinhou também a importância de definir precisamente o que constitui uma afetacão à autonomia ou financiamento paroquial, para evitar interpretações amplas. Alertou contra procedimentos que possam atrasar trabalhos legislativos, regulatórios ou administrativos, defendendo relatórios prévios focados em impactos "reais e razoáveis" em vez de dúvidas genéricas. Estas medidas, disse ele, garantiriam que os novos mecanismos preservem a agilidade normativa.

Não foi definido qualquer calendário para o debate no Conselho Geral ou eventuais emendas.

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