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Política·

Virtus critica partidos andorranos por mau uso do referendo islandês sobre UE

Grupo conservador Virtus condena o uso partidário do referendo da Islândia sobre a UE pelos partidos andorranos contra o acordo de associação. Apela a contexto preciso, moderação e diplomacia que preserve o equilíbrio de Andorra com França e Espanha.

Pontos-chave

  • Virtus rejeita ideia de que voto islandês rejeita UE, esclarecendo tratar-se de retoma de negociações de adesão.
  • Grupo critica declarações da ministra Imma Tor por colocarem Andorra em posição desconfortável.
  • Virtus insta à prudência na política externa, citando o aforismo 'fer-se l'andorrà'.
  • Apela ao respeito diplomático e diálogo com França e Espanha.

Virtus, o grupo político conservador, criticou os partidos andorranos opositores ao acordo de associação com a UE por interpretarem erradamente o recente referendo islandês sobre assuntos da UE para influenciar a opinião pública.

O grupo rejeitou as afirmações de alguns partidos de que o voto islandês sinaliza uma rejeição total da UE. Em vez disso, a Virtus enfatizou que o escrutínio dizia respeito à retoma de negociações para uma potencial adesão plena no futuro, dado o estatuto da Islândia fora do bloco. Instou os opositores a defenderem a sua posição com argumentos sólidos em vez de invocarem o caso de forma "partidária e unilateral".

A Virtus também visou as declarações da ministra Imma Tor sobre o referendo, argumentando que elas colocaram Andorra numa "posição muito desconfortável". O grupo sugeriu que os seus comentários teriam sido "totalmente precisos e prudentes" se tivessem delineado com exatidão o âmbito do voto.

Adotando uma abordagem cautelosa face ao próprio acordo de associação, a Virtus referiu o aforismo 28 do Manual Digest — "fer-se l'andorrà" — para sublinhar a prudência na política externa. Apelou tanto ao governo como à oposição para exercerem contenção na retórica.

A formação defendeu uma estratégia diplomática baseada no respeito, no diálogo e na cooperação, especialmente com os co-príncipes França e Espanha. A Virtus invocou os escritos de Antoni Fiter i Rossell para destacar a tradição de longa data de Andorra de um compromisso equilibrado e discreto com parceiros internacionais.

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