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Politica·

Trabalhadores do Alt Urgell Celebram Tomada de Controlo do Conselho Comarcal sobre Apoio Domiciliar

Trabalhadores do Serviço de Apoio Domiciliar no Alt Urgell saúdam a passagem do conselho para gestão pública direta via Iausa como uma vitória sindical histórica, pondo fim a anos de externalização.

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Pontos-chave

  • Conselho comarcal formalizou passagem para empresa pública Iausa, pondo fim à externalização privada desde 2019.
  • Sindicato lutou contra empresas como Suport Assistencial, multada por violações e devendo milhares aos trabalhadores.
  • Tribunal catalão decidiu que práticas privadas violavam direitos; mudança para SUMAR em 2022 não resolveu problemas.
  • Trabalhadores oferecem experiência para melhorar qualidade dos cuidados, defendendo precedente para controlo público.

Os trabalhadores do Serviço de Apoio Domiciliar (SAD) no Alt Urgell acolheram com agrado a decisão do conselho comarcal de trazer o serviço para gestão pública direta, descrevendo-a como uma conquista única na Catalunha.

O Consell Comarcal de l'Alt Urgell formalizou a passagem para a empresa pública Iausa durante uma sessão plenária extraordinária na quinta-feira, pondo fim a anos de externalização privada que os trabalhadores sempre contestaram. Os funcionários, falando através do sindicato SAD, descreveram o processo como "duro" mas compensador, saudando-o como uma "referência nacional e autonómica de vitória sindical e social".

Eles esperam que esta medida sirva de precedente para outros municípios recuperarem o controlo de serviços públicos das empresas privadas orientadas para o lucro, limitando estas entidades a contratos privados. Os trabalhadores ofereceram a sua colaboração ativa para aperfeiçoar a gestão direta, instando as autoridades a recorrer ao seu conhecimento "extenso e especializado" no terreno para melhorar a qualidade dos cuidados e evitar erros passados.

O conflito começou em 2019, quando o serviço passou para mãos privadas. O contrato inicial foi atribuído à Suport Assistencial, uma empresa multada várias vezes pela inspeção do trabalho, alvo de queixas de trabalhadores e processos judiciais do sindicato. Continua a dever dezenas de milhares de euros ao pessoal, segundo o sindicato.

Isto marcou um ponto de viragem, levando os trabalhadores a organizarem-se e a denunciar irregularidades às autoridades. Os esforços sindicais garantiram a reintegração de funcionários despedidos e expuseram como a gestão privada degradou a qualidade do serviço. Um acórdão posterior do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha concluiu que as práticas laborais do serviço violavam direitos fundamentais.

Em 2022, o conselho mudou para a SUMAR, sub-rogando os trabalhadores, mas os problemas persistiram no modelo externo. No ano passado, rejeitou uma nova passagem para o Consorci de Salut i Social, optando em vez disso pelo controlo interno via Iausa.

O sindicato elogiou a campanha sustentada do pessoal desde o primeiro concurso, notando que trabalhadores e utentes sofreram com falhas administrativas prolongadas.

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Fontes originais

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