Amnesty França Apela à Ação sobre Direitos ao Aborto na Europa e Destaca Proibição em Andorra
Sob o lema '7 razões para continuar a mobilizar-se', a ONG alerta para barreiras persistentes como restrições, recusa por profissionais de saúde e custos elevados, apelando à ação pública para documentar obstáculos e pressionar por reformas.
Pontos-chave
- Andorra é o único país da Europa com proibição total do aborto voluntário, arriscando a vida das mulheres com opções inseguras.
- Aborto ilegal ou severamente restrito em vários países europeus.
- Problemas incluem prazos curtos, atrasos, objecção de consciência de profissionais e custos elevados.
- Campanha apela à documentação de barreiras, pressão sobre governos e contestação de leis restritivas.
A secção francesa da Amnesty International lançou esta semana uma campanha que apela à continuação da ação para garantir os direitos ao aborto em toda a Europa, destacando Andorra como o único país do continente onde a interrupção voluntária da gravidez continua totalmente ilegal.
Com o lema «Aborto na Europa: 7 razões para continuar a mobilizar», a ONG sublinha as barreiras persistentes ao acesso ao procedimento em vários países. Reconhece progressos recentes, mas alerta que o aborto continua «questionado, atacado e criminalizado», tornando-o difícil ou impossível para muitas mulheres. A campanha lista sete razões principais para a mobilização, começando pelo facto de o procedimento ser ilegal ou severamente restrito em vários países europeus — incluindo Andorra —, pondo em risco a vida das mulheres ao empurrá-las para opções inseguras ou clandestinas.
A Amnesty apela ao público para documentar estes obstáculos, pressionar os governos a adotarem reformas e contestar leis que negam às mulheres o controlo sobre os seus corpos. Outros problemas referidos incluem prazos legais curtos, processos administrativos demorados que atrasam os cuidados, o direito dos profissionais de saúde a recusar serviços e custos elevados em alguns locais.
A iniciativa enquadra o aborto como um direito consagrado na Constituição francesa, enfatizando a necessidade de acesso em toda a Europa. A proibição total em Andorra coloca o país no centro da primeira razão citada, com a ONG a salientar os riscos para a saúde envolvidos.
Fontes originais
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