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Politica·

Analista acusa Andorra de liquidação política da BPA na corrida à UE

Relatório de Gérard Vespierre alega pressão espanhola via 'Operació Catalunya' que levou ao fecho do banco em 2015, apesar de não haver provas de branqueamento.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Autoridades andorranas liquidaram a BPA em 2015 sob alegada pressão espanhola para aceder a dados de líderes independentistas catalães.
  • Sem provas de branqueamento encontradas por auditorias da Deloitte e KPMG, mas 18 executivos condenados em 2025.
  • Ligações à 'Operació Catalunya' apoiadas por testemunhos de ex-policias espanhóis implicando Rajoy.
  • Relatório avisa a UE contra associação com Andorra sem reformas bancárias e amnistia BPA.

O analista Gérard Vespierre publicou um relatório detalhado a acusar as autoridades andorranas de ações politicamente motivadas na liquidação da Banca Privada d'Andorra (BPA) em 2015, levantando preocupações sobre o Estado de direito no principado no meio das negociações de associação à UE.

No dossier, publicado em *Le Monde Décrypté*, Vespierre enquadra o caso BPA como prova de excesso legal nos microestados europeus. Afirma que a expropriação do banco à sua família proprietária não foi uma medida rotineira de supervisão financeira, mas parte da "Operació Catalunya", um esforço do governo espanhol para aceder a dados bancários confidenciais sobre líderes independentistas catalães, incluindo Jordi Pujol — cuja família enfrenta agora julgamento no Tribunal Supremo espanhol.

Vespierre alega que as autoridades espanholas, incluindo o antigo Presidente Mariano Rajoy, pressionaram Andorra ameaçando encerrar o banco caso violasse o segredo bancário. Os reguladores andorranos, especificamente o INAF na altura, terão baseado o fecho num alerta não verificado da FinCEN dos EUA. Esta narrativa ganhou apoio em 2025 com testemunhos de antigos comandantes da polícia espanhola que ligam Rajoy diretamente às exigências.

O relatório destaca contradições judiciais gritantes. Auditorias independentes da Deloitte e da KPMG, juntamente com investigações espanholas, não encontraram provas de branqueamento de capitais na BPA. No entanto, em julho de 2025, os tribunais andorranos condenaram 18 antigos executivos a pesadas penas de prisão e multas.

A análise de Vespierre surge quando Andorra se aproxima de uma decisão sobre a associação à UE. Referencia um relatório do especialista em anticorrupção Martin Kreutner, que alerta para fraquezas no enquadramento andorrano de combate ao branqueamento, o que poderia minar a estabilidade financeira da UE. O analista avisa que o acesso ao mercado da UE poderia premiar má governação e insta os eurodeputados a exigirem reformas no setor bancário, resoluções justas para casos pendentes e até uma lei de amnistia para o pessoal da BPA, para restaurar a reputação do país.

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Fontes originais

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