Andorra acelera licença de paternidade para 20 semanas até 2030
Parlamento chega a acordo transversal para estender licença dos pais de 4 para 20 semanas quatro anos antes do previsto, começando com 6 semanas em 2026.
Pontos-chave
- Acordo transversal avança licença de paternidade de 4 para 20 semanas até 2030, antecipando plano de 2033.
- Primeiro aumento para 6 semanas começa em 2026, alinhado com o orçamento.
- Oposição pressiona por implementação mais rápida; acordo negociado na Comissão de Assuntos Sociais.
- Aplica-se a adoção e acolhimento; votação plena em abril, lei provavelmente em maio.
O parlamento de Andorra está a avançar um acordo transversal para estender a licença de paternidade de quatro semanas para 20 semanas até 2030, quatro anos antes do plano inicial do governo, com o primeiro aumento para seis semanas a entrar em vigor em 2026.
O pacto surgiu na Comissão de Assuntos Sociais e Igualdade enquanto os deputados analisavam emendas ao projeto de lei do governo sobre tratamento igual e oportunidades para mulheres e homens no local de trabalho. A legislação, que também abrange casos de adoção e acolhimento, alinharia a licença dos pais com as atuais 20 semanas das mães. As autoridades tinham proposto inicialmente adicionar duas semanas anualmente ao longo de oito anos para conter os custos adicionais projetados de 19,5 milhões de euros, visando a paridade total em 2033. Grupos da oposição — Concòrdia, o Partido Social Democrata (PS) e Andorra Endavant (AE) — defenderam uma implementação mais rápida, com o PS e o AE a procurarem paridade em 2027 e a Concòrdia em três anos.
Fontes da comissão indicam que o acordo, inicialmente negociado entre a Concòrdia e a maioria governamental, acelera o calendário para quatro anos a partir de 2027, embora os aumentos semanais exatos para 2027-2029 permaneçam em discussão. Os deputados planeiam finalizar o texto da emenda na próxima semana antes de uma votação parlamentar plena em abril, com a lei a entrar em vigor após publicação no BOPA, provavelmente em maio. O aumento para seis semanas em 2026 alinha-se com o orçamento aprovado, enquanto os passos seguintes aguardam as dotações do próximo ano.
Autoridades governamentais expressaram apoio às mudanças na quinta-feira. A diretora de Políticas de Igualdade, Mireia Porras, descreveu as reformas como medidas de «discriminação positiva» para promover o equilíbrio entre trabalho e vida familiar e impulsionar o progresso social para além da educação. A secretária de Estado para a Igualdade, Mariona Cadena, destacou o trabalho produtivo da comissão e disse que acelerar para 2030 parece viável, embora deferisse os detalhes finais para o parlamento. «Acho que vai sair um texto muito bom, e podemos ficar satisfeitos por ser uma medida importante para o país», afirmou.
Fontes originais
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