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Politica·

Andorra Acompanha Nacionais em Israel e Dubai no Conflito Israel-Irão

Governo mantém contacto consular com andorranos em zonas afetadas, coordena com Espanha para ajuda e recomenda cautela face à violência no Médio Oriente.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuEl PeriòdicARA

Pontos-chave

  • Dois andorranos em Israel (Jerusalém, Tel Aviv) abrigados de mísseis; quatro no Dubai em condições tensas.
  • Sem andorranos no Irão; viajantes afetados por encerramentos de espaço aéreo e perturbações hoteleiras nos centros dos EAU.
  • Xavier Espot e Imma Tor apelam à desescalada, proteção de civis e resolução diplomática.
  • Residentes fiscais do Dubai com ligações a Andorra aumentam inquirições para realocação na crise.

O Governo andorrano continua a acompanhar dois nacionais residentes em Israel, quatro no Dubai e vários outros em trânsito por centros regionais como o Dubai e Abu Dhabi, onde os encerramentos do espaço aéreo ligados ao conflito Israel-Irão perturbaram as viagens.

As autoridades reportam contacto consular direto com todos os afetados, recomendando-lhes máxima cautela, restrição de movimentos e atenção às indicações oficiais. Não há andorranos confirmados no Irão. O Chefe do Governo Xavier Espot, falando no domingo na Taça do Mundo de Esqui Feminino em El Tarter, disse que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a coordenar com os serviços diplomáticos espanhóis para qualquer ajuda ou evacuação necessária, embora nenhuma seja precisa no momento. Enfatizou a vigilância contínua até ao regresso seguro de todos, apelando à desescalada, à atenção pelo sofrimento civil e a uma resolução diplomática — sem endossar qualquer dos regimes envolvidos.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros Imma Tor emitiu declarações no X no sábado, no meio da escalada no Médio Oriente, reafirmando o compromisso do governo com a paz e a estabilidade, expressando solidariedade com os civis afetados e repetindo os apelos à prudência juntamente com a linha consular +376 324 292.

A crise começou no sábado com ataques coordenados EUA-Israel ao Irão, que o Presidente Donald Trump descreveu como dirigidos ao regime do ayatolá e para impedir o desenvolvimento de armas nucleares. Israel escalou com bombardeamentos intensificados a Teerão no domingo. A Cruz Vermelha Iraniana reportou pelo menos 200 mortos e 700 feridos no país, incluindo perdas de alto perfil como o Ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh e o comandante da Guarda Revolucionária Mohamed Pakpur. Teerão retaliou com ataques de mísseis e drones a bases dos EUA na Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Iraque, bem como a alvos israelitas e Abu Dhabi. Relatos contraditórios citaram 63 ou 85 mortos num ataque a uma escola. O Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu alegou provas da morte do Líder Supremo Ali Khamenei e instou os iranianos a derrubar os seus governantes. Trump avisou de uma retaliação esmagadora se os ataques persistirem. O Presidente francês Emmanuel Macron, um dos copríncipes de Andorra, considerou a escalada perigosa para todos, ecoando apelos da ONU para pôr fim à violência.

Em Israel, as duas mulheres andorranas — uma em Jerusalém, outra em Tel Aviv — passaram grande parte do fim de semana em abrigos antibombas em meio a alertas repetidos de mísseis e elevado stress, com verificações consulares diárias em curso. Os residentes no Dubai reportam uma atmosfera gerida mas tensa, com defesas antimísseis a interceptarem ameaças, embora detritos das interceções tenham causado impactos menores. Os viajantes em trânsito enfrentam perturbações hoteleiras, ruas vazias, faltas de entregas e estadas turísticas prolongadas concedidas pelas autoridades emiratis, que avisam contra publicações alarmistas nas redes sociais. O ex-polícia andorrano Joan Comella, agora baseado no Dubai mas atualmente no Brasil, sugeriu que as contagens oficiais podem subestimar os andorranos lá e apelou a uma presença diplomática dedicada.

O grupo de oposição Andorra Endavant pressionou por proteções reforçadas, citando nacionais retidos em zonas de conflito. A líder parlamentar Carine Montaner referenciou uma interpelação de agosto de 2025 sobre assistência em zonas de risco, instando ao desenvolvimento de uma aplicação móvel governamental para ligações consulares em tempo real, alertas de segurança e logística de evacuação em meio à instabilidade global crescente.

A instabilidade impulsionou o interesse dos residentes fiscais do Dubai — muitas vezes jovens investidores com ligações a Andorra — em realocar-se ao Principado pela sua estabilidade, baixos impostos e acesso europeu, com as inquirições a dispararem no fim de semana.

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