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Politica·

Andorra aprova regulamento para referendo sobre associação à UE e aponta para aprovação em 2026

Pacto de Estado aprova regulamento para referendo consultivo sobre acordo com a UE, com aprovação governamental prevista para o primeiro trimestre de 2026, em negociações avançadas.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaARAAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Pacto de Estado aprova regulamento de referendo baseado na Lei 44/2022, abrangendo voto, boletins e campanhas.
  • Negociações com a UE avançadas; presidência cipriota procura consenso no 1.º trimestre de 2026 para assinatura.
  • Aplicação provisória planeada para texto central, excluindo disposições fiscais que precisam de referendo.
  • Negociações em curso sobre fronteiras com a UE (conclusão em janeiro) e bilaterais com Espanha/França.

O Pacto de Estado de Andorra para o Acordo de Associação à UE aprovou um regulamento provisório para o referendo consultivo, abrindo caminho para a aprovação governamental no primeiro trimestre de 2026.

O pacto validou o texto na quarta-feira, com base na Lei 44/2022 sobre procedimentos eleitorais e referendos. Elaborado com contributos de todos os grupos parlamentares desde setembro, o regulamento adapta modelos das eleições nacionais e paroquiais. Define princípios dos direitos de voto, modalidades de boletins, processo para fixar a data e a pergunta — da responsabilidade do governo com aprovação do Conselho Geral —, regras de participação para partidos e grupos de eleitores, e supervisão do financiamento das campanhas. As autoridades afirmam que garante clareza e segurança jurídica para as consultas políticas.

Durante a reunião, os participantes analisaram o progresso do acordo de associação. Contactos recentes entre a Comissão Europeia, Andorra e San Marino ocorreram no final da presidência dinamarquesa do Conselho da UE, que termina este mês sem consenso sobre a natureza jurídica do acordo. As discussões, descritas como muito avançadas, passam para Chipre em janeiro, com aprovação unânime esperada no primeiro trimestre de 2026, podendo permitir uma decisão de assinatura.

As negociações sobre gestão de fronteiras com a UE visam conclusão em janeiro, enquanto prosseguem as negociações bilaterais com Espanha e França. O chefe do Governo, Xavier Espot, agradeceu o progresso da Dinamarca e expressou confiança no avanço de Chipre para o consenso necessário.

Na véspera, na terça-feira, Espot detalhou planos para aplicação provisória do texto central do acordo, coordenados com a Comissão Europeia. Isto exclui disposições menores sobre governação fiscal e investimentos em carteira, que exigem ratificação mista e alterações internas por referendo. A ratificação plena pelos parlamentos dos Estados-membros da UE pode demorar anos, possivelmente até 2026 ou além. Espot notou que o compromisso precoce com o referendo politizou o debate, destacou a abordagem técnica mais fluida de San Marino e reafirmou o compromisso com o roteiro atual, apesar das incertezas nos prazos. O ministro do Ambiente, Guillem Casal, manifestou apoio à continuação do processo.

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