Andorra pondera assinatura do co-príncipe francês para despenalização do aborto
O progresso abrandou devido a preocupações do Vaticano sobre proteções constitucionais à vida, mas o governo prioriza o diálogo com a Santa Sé e o copríncipe episcopal para avançar os direitos reprodutivos das mulheres antes do fim do mandato.
Pontos-chave
- Governo aberto à assinatura única do co-príncipe francês para despenalização do aborto, devido a preocupações com o artigo 8.º.
- Negociações em curso com a Santa Sé e o co-príncipe episcopal Josep-Lluís Serrano após discurso do Papa.
- Antigo co-príncipe Vives endossou publicamente a opção da assinatura única em recente entrevista.
- Compromisso com a reforma antes do fim do mandato via diálogo, excluindo ação unilateral.
O ministro Ladislau Baró confirmou na segunda-feira que o Governo andorrano não excluiu aprovar a despenalização do aborto apenas com a assinatura do co-príncipe francês, um mecanismo usado anteriormente para as leis do casamento civil e da nacionalidade.
Falando numa conferência de imprensa antes da feira Connecta de carreiras e educação, o ministro das Relações Institucionais, Educação e Universidades reconheceu que o progresso se tornou mais difícil desde o outono, especialmente após o discurso do Papa ao corpo diplomático. Ele sublinhou que o artigo 8.º da Constituição proporciona uma proteção reforçada ao direito à vida em todas as suas fases, e algumas partes envolvidas no diálogo questionaram se uma assinatura única seria suficiente. É por isso que as negociações prosseguem com a Santa Sé e o atual co-príncipe episcopal Josep-Lluís Serrano.
Baró saudou as recentes declarações do antigo co-príncipe episcopal Joan-Enric Vives numa entrevista à rádio COPE, onde Vives mencionou a opção da assinatura única — algo que não havia referido publicamente em funções. O ministro descreveu-a como uma ferramenta disponível, acrescentando que o Governo a vê da mesma forma, mas prioriza o diálogo para preservar o equilíbrio institucional ao mesmo tempo que avança os direitos reprodutivos das mulheres.
Ele excluiu ação unilateral do executivo e da sua maioria parlamentar, apesar de contactos com partidos da oposição, incluindo o Partit Socialdemòcrata. Baró invocou confidencialidade sobre essas discussões, mas confirmou mais reuniões em breve, enfatizando que avançar sozinho após negociações prolongadas minaria a estabilidade. O Governo mantém-se comprometido com a despenalização — pelo menos para a mulher — antes do fim do mandato legislativo, com avanços notáveis nesta sessão. «O diálogo continua e perseveraremos neste caminho», afirmou Baró.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Baró celebra la possibilitat de reformar la llei de l'avortament sense la signatura del Copríncep episcopal
- ARA•
Baró diu que Govern no actuarà de manera unilateral amb l'avortament
- El Periòdic•
Bastaria amb un copríncep per despenalitzar l’avortament, però Govern “rebutja fer-ho unilateralment”
- Bon Dia•
Govern "no descarta" que la llei de despenalització de l'avortament només la signi el copríncep francès
- Altaveu•
Govern admet que la despenalització de l'avortament es complica malgrat la porta oberta de Vives