Eventos de 8 de Março em Andorra promovem partilha de cuidados infantis com aprovação de lei retroativa de licença parental igualitária
aumentando para 20 semanas por progenitor até 2027.
Pontos-chave
- Lei de licença de nascimento igualitária retroativa para nascimentos de 2026, aumentando direito do segundo progenitor de 4 para 6 semanas, faseando para 20 semanas cada.
- Eventos incluem narração *Guapa* sobre pressões estéticas em raparigas e exibição do filme *Cuarentena* sobre impactos da maternidade.
- 80% das empresas têm planos de igualdade; apoio aos restantes para fechar lacunas salariais.
- Mulheres eleitas emitem declaração sobre faltas de liderança, violência digital, necessidade de dados e regulação do aborto.
O programa do Dia Internacional da Mulher em Andorra, a 8 de Março, centra-se nas responsabilidades partilhadas de cuidados infantis, coincidindo com a aprovação prevista pelo Conselho Geral de legislação sobre licença de nascimento igualitária nas próximas semanas.
A secretária de Estado para a Igualdade e Participação Cidadã, Mariona Cadena, delineou os eventos, sublinhando que as disposições da lei exigem esforços de sensibilização acompanhantes para promover uma co-responsabilidade genuína na criação de filhos. Uma atualização significativa no projeto final da lei, distinta do rascunho do governo de setembro de 2024, aplica retroatividade à licença do segundo progenitor para crianças nascidas a partir de 1 de janeiro de 2026 até a entrada em vigor da lei. Isto eleva o direito de quatro para seis semanas nesse ano, garantindo condições iguais para todos os nascimentos de 2026, seguido de um aumento gradual para 20 semanas por progenitor. Cadena descreveu a medida como uma transformação cultural que avança a igualdade de género e a coesão social, reforça os laços familiares, alivia os encargos tradicionais de cuidados das mulheres, prioriza o bem-estar infantil e apoia oportunidades de emprego justas. Reconheceu o objetivo de 20 semanas como ambicioso mas vital, com implementação faseada que permite adaptação por empresas e sociedade.
O calendário inclui sessões de narração intituladas *Guapa* a 3 de março às 18h na sala comunitária de Escaldes-Engordany, abordando pressões estéticas sobre raparigas jovens, incluindo o uso de cremes e maquilhagem em idades cada vez mais precoces, uma tendência que Cadena considerou preocupante. A 5 de março às 18h30 no Centro de Congressos de Andorra la Vella, exibe-se o curta *Cuarentena* de Celia de Molina, nomeado para os Goya 2025, seguido de uma discussão com associações de mulheres e especialistas em igualdade sobre os impactos físicos, emocionais, sociais e profissionais da maternidade, bem como equilíbrio trabalho-vida e co-responsabilidade autêntica nos cuidados infantis. O pessoal da administração pública receberá fitas roxas, enquanto exposições à beira da estrada ostentam o lema do plano de igualdade quadrienal «8M: som totes». Cadena notou que cerca de 80% das empresas operam agora planos de igualdade eficazes, com o seu departamento a apoiar os restantes 20% através de orientação personalizada para fechar lacunas salariais, melhorar a reconciliação e prevenir discriminação.
Num marco pré-8 de Março, cerca de 50-53 mulheres eleitas do Conselho Geral, governo, sete paróquias e instituições encheram a câmara parlamentar. A vice-síndica geral Sandra Codina abriu o evento, retratando a igualdade como um processo societal contínuo em vez de uma conquista fixa. Emitiram uma declaração conjunta a reconhecer a Lei 6/2022 como um passo significativo, mas a enfatizar como base que requer recursos, monitorização e implementação plena para abordar disparidades sociais, económicas e culturais. O texto destacou a liderança feminina inadequada nos negócios, desporto e media; a violência digital através de comentários degradantes que prejudicam a saúde mental e o engagement cívico; a necessidade de dados desagregados por sexo; obrigações partilhadas para media e plataformas; apoio à criminalização de abusos online; regulação da interrupção voluntária da gravidez respeitando perspetivas variadas; e a igualdade como direito inerente. As leitoras incluíram Cònsol Major Laura Mas pelas paróquias, as conselheiras Maria Àngels Aché, Laia Moliné e Berna Coma pelo Conselho, e Cadena pelo governo. Representantes de Andorra Endavant, incluindo Carine Montaner e Noemí Amador, estiveram notablemente ausentes; Montaner defendeu mais tarde a ausência priorizando «ações concretas» como a igualização total da licença parental até 2027, criticando o calendário gradual do projeto de lei.
Cadena afirmou a legitimidade de uma manifestação de domingo pela Acció Feminista, adiou conversas sobre despenalização do aborto com a Santa Sé para o ministro Ladislau Baró, e confirmou a sua presença numa sessão da Comissão da ONU sobre o Estatuto da Mulher em Nova Iorque a 8 de março.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Altaveu•
Montaner justifica l'absència a l'acte de les dones polítiques reivindicant "accions concretes"
- Diari d'Andorra•
Polítiques unides per la igualtat
- Bon Dia•
Les veus de la igualtat
- El Periòdic•
Un avenç necessari que ha d’anar més enllà de la fotografia
- Altaveu•
Les polítiques parlen, els polítics escolten
- Diari d'Andorra•
53 dones polítiques reafirmen la lluita contra la violència vers les dones
- El Periòdic•
Les dones electes prenen el Consell General per reivindicar que la igualtat encara és una tasca pendent a Andorra
- El Periòdic•
El 8 de març se centra en la prevenció de la “pressió estètica” en nenes d’edats cada vegada més primerenques
- Bon Dia•
El Govern "posa el focus" en l'ambit de la corresponsabilitat en la criança per al 8M
- Altaveu•
Govern centra els actes del 8M en fomentar la igualtat i la corresponsabilitat de la criança
- Diari d'Andorra•
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