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Politica·

Comissão multipartidária de Andorra conclui relatório de consenso sobre crescimento urbano sustentável

Após 13 meses de audições com especialistas e partes interessadas, grupos parlamentares unem-se em reformas à 'lei do solo' (LGOTU) para um desenvolvimento ordenado e ecológico.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicARAAltaveu

Pontos-chave

  • Estudo de 13 meses com 12 audições públicas envolvendo especialistas, comunas, funcionários, imobiliário e grupos ambientais.
  • Assinado pelo presidente Jordi Casadevall (Concòrdia) e VP Gemma Riba (Demòcrates); todos os partidos participaram de forma imparcial.
  • Defende reformas à LGOTU lideradas pelo parlamento para crescimento urbano sustentável e ordenado alinhado com o ambiente de Andorra.
  • Votação do relatório a 19 de março; se aprovado, comissão legislativa elaborará emendas neste mandato.

A comissão de estudo multipartidária sobre crescimento urbano sustentável no Conselho Geral concluiu o seu relatório de consenso após 13 meses de trabalho, incluindo uma dúzia de audições públicas com especialistas, representantes de comunas locais, funcionários da administração, ordens profissionais, agentes do setor imobiliário e de construção, e grupos de proteção ambiental.

O presidente da comissão, Jordi Casadevall, do Concòrdia, e a vice-presidente, Gemma Riba, dos Demòcrates, assinaram e apresentaram o documento na manhã de sexta-feira, cumprindo o prazo de 31 de janeiro. Representantes de todos os grupos parlamentares — Demòcrates, Concòrdia, Socialdemòcrata, Andorra Endavant e Ciutadans Compromesos — participaram com imparcialidade e foco no consenso, acordando diretrizes estratégicas para moldar reformas à Lei Geral de Ordenamento do Território e Urbanismo (LGOTU), também conhecida como 'lei do solo'.

Num comunicado conjunto, os grupos defenderam que seja o parlamento, e não o governo, a liderar a revisão da LGOTU, visando um desenvolvimento urbano mais sustentável, ordenado e alinhado com o ambiente de Andorra a médio e longo prazo. Casadevall descreveu o processo de forma positiva, destacando um ambiente em que "todos queriam avançar" e que o relatório incorpora perspetivas diversas em "aspetos interessantes".

O Conselho Geral planeia votar o relatório na sua sessão de 19 de março, que inicia o próximo período de sessões. Realizar-se-á uma conferência de imprensa em fevereiro para detalhar as principais conclusões. Se aprovado, os membros visam formar uma comissão legislativa para elaborar uma proposta formal de alteração — modificando a lei existente, sem a substituir — com o objetivo de aprovação durante o atual mandato legislativo.

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