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Politica·

Andorra vai criminalizar prostituição online incluindo OnlyFans na próxima semana

Reformas ampliam definição de prostituição para serviços sexuais digitais com pagamento, visando criadores de conteúdo de alto rendimento que se mudaram por impostos baixos. Penalizações idênticas às da prostituição física, com aplicação possível em 15 dias.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicAltaveuARA

Pontos-chave

  • Reformas ao Código Penal criminalizam prostituição online com interação e pagamento, segundo relatório governamental sobre OnlyFans.
  • Aprovação em Conselho de Ministros prevista na próxima semana; aplicação possível em 15 dias via multas administrativas.
  • Aborda branqueamento de capitais, responsabilidade penal de empresas e proteções contra violência digital para menores.
  • Visa criadores de conteúdo espanhóis que se mudaram por impostos baixos; criadores locais descontentes.

O governo de Andorra planeia aprovar na próxima semana reformas ao Código Penal que criminalizarão a prostituição online, incluindo atividades em plataformas como OnlyFans, anunciou quinta-feira a ministra da Justiça e Interior, Ester Molné.

A definição atualizada de prostituição abrangerá condutas sexuais digitais que envolvam interação e pagamento, estendendo as proibições existentes nas leis de segurança pública a pedidos online de serviços remunerados. Molné explicou que o governo encomendou um relatório em resposta ao fenómeno OnlyFans, que concluiu que tais atividades se qualificam como prostituição. «Esta modificação incorpora todos os comportamentos sexuais em que há interação e remuneração», disse ela.

As reformas, previstas para aprovação em Conselho de Ministros na próxima semana ou na seguinte no máximo, abordam também recomendações internacionais sobre branqueamento de capitais, introduzem responsabilidade penal para pessoas coletivas e reforçam proteções contra a violência digital — particularmente para menores e pessoas vulneráveis expostas a atividades sexuais online proibidas.

Molné sublinhou que a prostituição online «não será permitida em Andorra, e serão aplicadas sanções se ocorrer». A aplicação poderá começar dentro de 15 dias da aprovação. As penas mantêm-se inalteradas como multas administrativas, sem novas medidas como revogações de autorizações de residência. As mudanças visam quem solicita serviços sexuais pagos online, espelhando as sanções para prostituição física.

A iniciativa responde a um afluxo de criadores de conteúdo espanhóis de altos rendimentos que se mudaram para Andorra devido aos baixos impostos. Os criadores locais reagiram com desalento, descrevendo a legislação específica como um revés imprevisto que poderá pôr termo a essas operações no Principado.

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