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Politica·

Andorra dissolve laboratório de Covid para novo instituto de investigação em saúde e ratifica pacto de direitos da ONU

Conselho de Ministros aprova dissolução do Laboratório Nacional de Epidemiologia para criar o Instituto Universitário de Investigação em Saúde, ratifica.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicDiari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Dissolve LNE (lançado em 2020 para rastreio de Covid) para formar IURS sob Universidade de Andorra para investigação e formação em saúde local.
  • Ratifica PIDESC da ONU de 1966 sobre direitos económicos, sociais e culturais; aguarda aprovação do Conselho Geral.
  • Aprova Plano Geral de Contabilidade atualizado para 2025-2026 com melhorias em submissões digitais.
  • Aloca 711 mil € de subsídio para 2025 à pecuária de montanha em 93 explorações, total anual de 2,084 milhões de €.

O Conselho de Ministros de Andorra aprovou na terça-feira um decreto para dissolver o Laboratório Nacional de Epidemiologia (LNE), abrindo caminho para a criação do Instituto Universitário de Investigação em Saúde (IURS), afiliado à Universidade de Andorra.

Lançado em novembro de 2020 no meio da crise de Covid-19, o LNE rastreava inicialmente o vírus através de técnicas epidemiológicas para apoiar as respostas de saúde pública. O porta-voz do Governo, Guillem Casal, notou que se tornou precursor do IURS, passando depois a gerir a promoção e coordenação de investigação sob o Serviço de Cuidados de Saúde de Andorra (SAAS). O IURS visa posicionar Andorra como um centro de investigação em saúde, focando em estudos aplicados que respondam às necessidades locais de cuidados de saúde e população, além de avanço académico, formação profissional, transferência de conhecimento e parcerias público-privadas.

Na mesma sessão, os ministros ratificaram o Pacto Internacional sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais (PIDESC), um pacto da ONU de 1966 que garante direitos a trabalho digno, segurança social, saúde, educação e participação cultural. Estes alinham-se com a legislação andorrana existente, mas a ratificação reforça compromissos internacionais, incluindo relatórios periódicos à ONU e possíveis recomendações não vinculativas. O documento segue agora para aprovação do Conselho Geral, notificação aos co-príncipes e entra em vigor três meses após depósito oficial.

O Conselho aprovou também o Plano Geral de Contabilidade atualizado, aplicável a partir de 1 de janeiro de 2025 e obrigatório em 2026. Desenvolvido com o Colégio de Economistas e a Câmara de Comércio, reorganiza as submissões eletrónicas de contas anuais para distinguir dados contabilísticos, fiscais e estatísticos — sem alterar a substância —, introduzindo novos formulários e ajustes no registo comercial para melhor gestão digital.

Em separado, foi alocado um segundo subsídio de 711 017,53 € para 2025 para apoiar práticas tradicionais de pecuária de montanha em 93 explorações, cobrindo de 1 de junho a 30 de novembro. Segue-se a 1,37 milhões de euros pagos em agosto para dezembro de 2024 a maio de 2025, elevando o total anual para 2,084 milhões de euros — um aumento de 6,25% face a 2024 — para sustentar o pastoralismo vital para a produção nacional de carne.

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