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Politica·

Andorra Endavant vai desafiar no Tribunal Constitucional a recusa do Governo em divulgar empréstimos bonificados da Covid

e condições de empréstimos bonificados da era Covid apoiados pelo erário público, invocando direito à transparência dos cidadãos.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • Andorra Endavant exige lista de empresas beneficiárias, montantes dos empréstimos e condições de garantia retidos pelo Governo.
  • Empréstimos bonificados apoiados por garantias públicas para ajudar empresas durante a Covid.
  • Recurso ao abrigo do artigo 95 da Lei Qualificada sobre o Tribunal Constitucional no prazo de 15 dias.
  • Caso testa transparência de fundos públicos e padrões democráticos em Andorra.

O grupo parlamentar Andorra Endavant, liderado por Carine Montaner, vai contestar a recusa do Governo em divulgar detalhes de empréstimos bonificados da era Covid perante o Tribunal Constitucional.

O passo segue uma resposta insatisfatória do Ministério das Finanças a 12 de janeiro de 2026 ao pedido de proteção apresentado pelo grupo ao síndic general. O Andorra Endavant solicitou uma lista das empresas beneficiárias, os montantes concedidos e as condições de garantia desses fundos apoiados pelo erário público — informação retida pelo executivo apesar de dependerem de recursos públicos.

Num comunicado, o grupo sublinhou que os empréstimos bonificados, destinados a ajudar as empresas a atravessar a pandemia, representam garantias públicas financiadas pelos cidadãos e capazes de afetar as finanças estatais atuais e futuras. Argumentaram que estes pormenores não podem ser tratados como assunto privado entre o Governo e os beneficiários.

Com base no artigo 95 da Lei Qualificada sobre o Tribunal Constitucional, o Andorra Endavant planeia apresentar uma providência de recurso e pedido de proteção constitucional no prazo de 15 dias. A ação visa repor o direito dos cidadãos à informação e testar a legalidade de manter em segredo os nomes dos beneficiários, os montantes dos empréstimos e as condições.

O grupo enquadrou o caso como um teste aos padrões democráticos de Andorra, incumbindo o tribunal de determinar se o público tem direito a saber como foram distribuídos estes fundos avalizados pelo Governo ou se o secretismo do executivo está em conformidade com a lei. Posicionaram a disputa como transcendendo a política partidária, enraizada no princípio fundamental da transparência sobre o dinheiro público que pertence aos cidadãos.

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