Andorra Endavant processa Governo por segredo na lista de empréstimos Covid
Grupo parlamentar apresenta queixa constitucional exigindo divulgação das empresas que receberam empréstimos públicos bonificados durante a pandemia, citando violações.
Pontos-chave
- Andorra Endavant apresentou queixa constitucional contra o Governo por recusar divulgar beneficiários de empréstimos bonificados Covid-19.
- Cita violação do artigo 12.º da Constituição e Lei 33/2021 sobre transparência de fundos públicos.
- Governo nega acesso invocando reputação empresarial e proteção de dados.
- Pede ordem judicial para lista completa de empresas, montantes e condições.
O Andorra Endavant, um grupo parlamentar, apresentou uma queixa de proteção constitucional contra o Governo por recusar divulgar a lista de empresas que receberam empréstimos bonificados garantidos durante a pandemia de Covid-19.
A ação, apresentada ontem e liderada pela presidente do grupo Carine Montaner, argumenta que a posição do executivo viola o direito fundamental à informação previsto no artigo 12.º da Constituição, bem como a Lei 33/2021 sobre transparência e acesso à informação pública. O grupo sublinha que se trataram de fundos públicos e que os cidadãos têm o direito de saber como e a quem foram atribuídos. «Não se trata de um assunto privado entre o Governo e as empresas, mas de uma obrigação assumida com o dinheiro de todos», afirma a queixa.
O Governo recusou repetidamente o acesso, invocando riscos para a reputação empresarial e regras de proteção de dados. O Andorra Endavant considera que tais justificações são insuficientes e desproporcionadas, especialmente face à exigência legal de publicar detalhes sobre subsídios e garantias. Há cinco anos que os canais parlamentares solicitam a informação sem sucesso.
A queixa pede ao Tribunal Constitucional que reconheça a violação dos direitos e obrigue o Governo a divulgar a lista completa de empresas, montantes e condições de garantia, excluindo apenas os dados pessoais estritamente necessários. Sem esta transparência, alerta o grupo, a fiscalização democrática da despesa pública torna-se impossível. O tribunal decidirá agora se a publicação é exigida.
Fontes originais
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