Espot de Andorra rejeita revisão do financiamento das comunas e reformas eleitorais
Chefe do Governo Xavier Espot defende o atual modelo de financiamento paroquial e sistemas eleitorais face a exigências locais, delineando atrasos na associação à UE.
Pontos-chave
- Espot rejeita mudanças no financiamento das comunas, defendendo modelo de consenso de 10 anos face a custos centrais crescentes.
- Opõe-se ao projeto de lei da Concòrdia para listas abertas, favorecendo estabilidade 18 meses antes das eleições.
- Acordo UE atrasado sob Chipre; procura aplicação provisória excluindo duas cláusulas menores.
- Aberto a plebiscito se referendo UE escapar para além de 2027; Pacte d'Estat valida regras.
O chefe do Governo de Andorra, Xavier Espot, rejeitou firmemente propostas para rever o financiamento das comunas e reformas eleitorais durante o pequeno-almoço de Natal do executivo com a imprensa a 16 de dezembro. Expôs também as novidades sobre o acordo de associação à UE, confirmando atrasos sob a presidência cipriota entrante, esforços para permitir aplicação provisória excluindo duas cláusulas menores e abertura a eleições plebiscitárias se os prazos ultrapassarem 2027.
Espot defendeu o atual modelo de financiamento paroquial, estabelecido por consenso sob Antoni Martí há cerca de uma década, como suficiente para as sete comunas apesar de exigências diferentes — como os custos de capital de Andorra la Vella, áreas rurais maiores ou infraestruturas como estradas secundárias e água. Reabri-lo agora, argumentou, provocaria reivindicações rivais de paróquias como Pas de la Casa e Encamp, em meio a despesas centrais crescentes em serviços sociais, educação, saúde e pensões. Quaisquer ajustes futuros redistribuiriam provavelmente transferências para aliviar encargos executivos, não para alargar autoridade local. Isto seguiu o apelo do mayor de Andorra la Vella, Sergi González, por financiamento extra de capital. Na reunião de maires desse dia em Escaldes-Engordany, outros pediram moderação: Rosa Gili, de Escaldes-Engordany, defendeu estudo, enquanto Jordi Alcobé, de Canillo, o considerou sensível, elogiando o papel do sistema de 32 anos na gestão de competências crescentes como manutenção de ruas.
Sobre as eleições, Espot abordou o projeto de lei da Concòrdia para listas abertas de circunscrição única nos lugares paroquiais, acolhendo discussão mas sublinhando a estabilidade do quadro constitucional de 30 anos. O executivo avaliá-lo-ia, apoiando ajustes só se comprovadamente benéficos, questionando o momento — 18 meses antes das eleições — e a falta de consulta. O líder da Concòrdia, Cerni Escalé, chamou-lhe a décima rejeição neste mandato. Opositores divergiram: o PS favorece sistemas proporcionais para aumentar a participação sem listas abertas ou «caciquismo», enquanto a Andorra Endavant apoia listas abertas controladas pelos partidos.
Mudando para o acordo com a UE, Espot admitiu que a promessa inicial de referendo antecipado foi um erro que politizou excessivamente o debate com «demasiada politique politicienne», ao contrário do consenso técnico de San Marino. Partilhou responsabilidade mas reafirmou intenção de realizar voto nesta legislatura se possível, herdando e mantendo compromissos de 2019-2023 que terminam em 2027. Sem excluir opções, deixou margem para as próximas eleições gerais servirem de plebiscito sobre a Europa.
As negociações apontam para um acordo misto sobre duas cláusulas — governação fiscal e investimentos em carteira, uma fatia de «0,0001%» — provavelmente aprovado por unanimidade pelo Conselho no 1.º trimestre de 2026 sob Chipre a partir de 1 de janeiro, seguido de assinatura, escrutínio do Parlamento Europeu e ratificações nacionais. Paralelamente, negociações com a Comissão visam excluir essas cláusulas para aplicação provisória do resto, exigindo alterações legais andorranas e aprovação cidadã por duplas perguntas de referendo: endossar o acordo integral e a sua aplicação provisória não mista. «Não o faremos sem referendo prévio», disse Espot, embora admitisse incerteza: «Não sei se o podemos realizar nesta legislatura».
O Pacte d'Estat validou ontem a regulação do referendo para aprovação no 1.º trimestre de 2026, adaptando regras eleitorais nacionais sobre sufrágio, calendário, redação (definida pelo governo com consentimento do Conselho Geral), campanhas e financiamento.
A ministra da Justiça e Interior, Ester Molné, notou o adiamento por Espanha do Sistema de Entrada/Saída para abril de 2026, alinhado com planos da UE para poupar o turismo de inverno. Sem mudanças Schengen para nacionais não UE; negociações avançadas sobre gestão de fronteiras — esperadas fechadas até janeiro de 2026 — concedem acesso a dados Schengen para imigração mais segura sem controlos rotineiros, mais recrutamento em países de origem e autorizações provisórias como soluções transitórias. Espot insistiu que o alinhamento com a UE reforça a segurança. Discussões bilaterais com França prosseguem.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
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- Diari d'Andorra•
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