Voltar ao inicio
Politica·

Andorra e França renovam acordo educacional de 10 anos e acordam cofinanciamento para remodelações escolares

O acordo de uma década preserva a opção do sistema francês no quadro multilingue de Andorra e compromete-se com a renovação faseada do Lycée.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • Renovação por dez anos da cooperação educacional franco-andorrana para garantir um sistema multilingue e inclusivo.
  • Acordo de cofinanciamento: Andorra cobre ~70% dos custos de remodelação, França ~30%; trabalhos faseados em oito anos.
  • Responsabilidades mantidas: Andorra financia manutenção e professores de catalão; França paga salários e manuais do sistema francês; Andorra cobre custos operacionais primários.
  • Inscrições no Lycée Comte de Foix atingem recorde de 1654; comentadores alertam para desequilíbrio e falta de estimativa total de custos.

Andorra e França renovaram o seu acordo bilateral de cooperação educacional por dez anos, formalizando o pacto numa reunião da comissão mista franco-andorrana em Paris. As autoridades afirmaram que a renovação consolida cerca de 125 anos de colaboração educacional e visa garantir um sistema inclusivo e de alta qualidade que respeita a diversidade cultural e linguística de Andorra, mantendo o sistema francês como pilar central do modelo plural do país.

Paralelamente ao tratado, os dois Estados assinaram um acordo administrativo para cofinanciar a remodelação do Lycée Comte de Foix e do collège. Os trabalhos serão realizados ao longo dos próximos oito anos; o Principado cobrirá cerca de 70% dos custos de renovação e França os restantes 30%. O governo andorrano comprometeu-se também a assumir os custos operacionais das escolas primárias do sistema francês no país.

O acordo atualizado preserva as linhas de responsabilidade existentes: Andorra continua a financiar a manutenção dos edifícios escolares e a pagar os salários dos professores de língua catalã, enquanto França permanece responsável pelos manuais e pelos salários dos professores do sistema francês, bem como pelo apoio operacional mais amplo. O texto reafirma o ensino da língua e cultura andorranas como pedra angular da identidade nacional e consolida o ensino em francês no âmbito de uma política multilingue mais ampla. Promove também atividades educacionais e culturais ligadas à francofonia e inclui medidas sobre o bem-estar dos alunos.

O ministro andorrano das Relações com as Instituições, Educação e Universidades, Ladislau Baró, afirmou que a renovação «reafirma o nosso compromisso com o sistema educativo francês, garantindo qualidade, respeito pela nossa identidade e oportunidades para os jovens». O ministro francês da Educação Nacional, Édouard Geffray, descreveu o pacto como «um reflexo da solidez e da confiança que têm caracterizado a nossa cooperação educacional com o Principado há mais de um século» e afirmou que os dois países partilham a ambição de oferecer aos alunos uma educação multilingue e culturalmente aberta.

Os responsáveis apresentaram as principais linhas da política educacional futura e das iniciativas culturais na reunião da comissão. Os delegados notaram o aumento das inscrições no Lycée Comte de Foix, que este ano atingiu um recorde de 1654 alunos, cerca de 60 mais do que no ano anterior. O aumento levou à abertura de uma turma terminal adicional e à introdução de uma opção de artes; algumas aulas opcionais foram agendadas mais tarde no dia (cerca de 17:30–18:30), com registo de presenças e faltas tratadas como nas outras disciplinas.

Os porta-vozes do governo enfatizaram que a remodelação será faseada ao longo de oito anos para diluir o custo. Não publicaram uma estimativa total de custo, afirmando que os valores finais dependerão da evolução do projeto. O porta-voz do governo notou que o investimento anual de França na operação e pessoal do sistema francês continua substancialmente superior à parte de Andorra no custo da remodelação diluída nos próximos anos.

O acordo garante uma opção gratuita e pública do sistema francês no quadro educacional de três sistemas de Andorra e procura continuar a promover a educação multilingue e a mobilidade estudantil entre Andorra e França. Alguns comentadores e editoriais manifestaram preocupações sobre o aparente desequilíbrio nas contribuições de capital e a falta de uma estimativa global única para os trabalhos, apelando a uma monitorização próxima do calendário, custos e proporcionalidade do compromisso à medida que o projeto avança.

Partilhar o artigo via