Andorra investiga vice-governador de São Paulo por branqueamento de capitais
Procuradores andorranos acusam o político brasileiro Felicio Ramuth e a mulher de branqueamento agravado de capitais através de uma conta no Andbank ligada a.
Pontos-chave
- Conta detida em conjunto por Ramuth e mulher recebeu fundos de empresa panamiana via empresas-fantasma nos EUA e Luxemburgo.
- 1,6M USD congelados pelo tribunal de Batllia em 2023; transações de 2009-2011 durante cargo de presidente da câmara e secretário dos Transportes.
- Ramuth declarou não ter ativos no estrangeiro na campanha de 2022, mas diz que os fundos são da mulher.
- Casal prestou declarações em Andorra em outubro; Ramuth insiste que transações estão documentadas e são legais.
As autoridades andorranas estão a investigar o político brasileiro Felicio Ramuth, vice-governador de São Paulo, por suspeitas de branqueamento de capitais relacionado com fundos numa conta do Andbank.
A conta, que terá sido detida em conjunto por Ramuth e a mulher, recebeu dinheiro proveniente de uma empresa panamiana. Os procuradores andorranos, alertados por um relatório inicial da Unidade de Informação Financeira (UIFAnd), acusaram o casal de branqueamento agravado de capitais. Os fundos terão passado por "empresas-fantasma" sem informação rastreável, roteados a partir de países como os Estados Unidos e o Luxemburgo.
Em 2023, o tribunal de Batllia congelou 1,6 milhões de dólares na conta. As transações terão ocorrido entre 2009 e 2011, quando Ramuth era secretário dos Transportes de São José dos Campos — a principal cidade do vale do Paraíba — após ter sido anteriormente o seu presidente da câmara.
O caso ganhou atenção após uma reportagem do meio brasileiro Metropoles, gerando grande controvérsia no Brasil. Ramuth, membro do Partido Social Democrático (PSD), tem uma longa carreira política. Na campanha eleitoral de 2022 para vice-governador, declarou não possuir ativos no estrangeiro.
Ramuth nega qualquer irregularidade, afirmando que a sua equipa jurídica documentou todas as transações. Diz que a empresa panamiana e os fundos andorranos pertencem à mulher, razão pela qual os omitiu da declaração. Insiste que pode provar a origem legítima do dinheiro e classifica o caso como uma "confusão" que será resolvida.
Em outubro passado, o casal viajou do Brasil para Andorra para prestar declarações às autoridades judiciais.
Fontes originais
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