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Politica·

Andorra junta-se a 85 Estados na condenação da ONU às ações de Israel na Cisjordânia

A declaração conjunta, apresentada pelo embaixador palestiniano na ONU Riyad Mansour, exige a reversão de ações que violam o direito internacional e minam os esforços de paz para uma solução de dois Estados.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuBon Dia

Pontos-chave

  • Andorra alinha-se com 85 Estados para condenar a extensão de Israel na Cisjordânia como ilegal.
  • Oposita-se à anexação e alterações demográficas em territórios ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental.
  • Viola obrigações legais, mina o plano de paz do Quarteto e ameaça a solução de dois Estados.
  • Apela ao fim da ocupação de 1967 via fronteiras seguras para Israel e Palestina.

Andorra alinhou-se na terça-feira com 85 Estados e organizações internacionais, ao assinar uma declaração conjunta da ONU que condena fortemente as medidas unilaterais de Israel para expandir a sua presença na Cisjordânia ocupada.

A declaração, apresentada numa conferência de imprensa pelo embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, ao lado de diplomatas dos países subscritores — incluindo o embaixador de Andorra, Joan Forner —, afirma que estas ações israelitas violam o direito internacional e devem ser revertidas imediatamente. Destaca a firme oposição a qualquer anexação e rejeita medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter ou o estatuto dos territórios palestinianos ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental.

Os subscritores sustentam que tais passos violam as obrigações legais de Israel, minam os esforços de paz em curso e a estabilidade regional, contradizem o plano de ação do Quarteto e ameaçam as perspetivas de um acordo duradouro para resolver o conflito.

A declaração reafirma os compromissos da Declaração de Nova Iorque, comprometendo-se com ações específicas em linha com as resoluções da ONU e a opinião consultiva do Tribunal Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024. Estas visam promover a autodeterminação palestiniana, contestar as políticas ilegais de colonatos em áreas ocupadas incluindo Jerusalém Oriental, e contrariar ameaças de deslocamento forçado e anexação.

O grupo apela a uma paz justa e duradoura para pôr fim à ocupação israelita iniciada em 1967, através de uma solução de dois Estados que permita a Israel e à Palestina coexistirem em paz e segurança ao longo de fronteiras seguras e reconhecidas — o único caminho para uma estabilidade regional duradoura.

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