Andorra defende justiça sensível ao género na Comissão da Mulher das Nações Unidas
A secretária de Estado para a Igualdade de Andorra defendeu maior acesso à justiça sensível ao género na 70.ª Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher.
Pontos-chave
- Defendeu regras vinculativas para além das declarações de igualdade, incluindo formação para profissionais de violência de género.
- Implementou a Lei de Igualdade de Tratamento de 2022, que exige planos de igualdade, equidade salarial e protocolos contra assédio.
- Focou-se na prevenção, apoio psicológico e redes comunitárias para permitir que as mulheres procurem justiça.
- Apoio à declaração da ONU para eliminar leis discriminatórias e barreiras para mulheres e raparigas.
Mariona Cadena, secretária de Estado para a Igualdade e Participação Cidadã de Andorra, defendeu maior acesso à justiça sensível ao género durante a 70.ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher, em Nova Iorque.
Ao intervir no fórum anual, que reuniu governos, sociedade civil e especialistas para abordar os obstáculos à justiça para mulheres e raparigas, Cadena sublinhou que o seu Governo priorizou esta área nos últimos anos. Destacou os esforços para criar regras vinculativas que vão além de meras declarações de igualdade, incluindo formação especializada para profissionais do direito que lidam com vítimas de violência de género. Estes programas visam prevenir a revitimização e reforçar as respostas institucionais.
Cadena referiu também a plena implementação das disposições da Lei de Igualdade de Tratamento entre Mulheres e Homens de 2022. As disposições principais exigem planos de igualdade nos setores público e privado, combatem as disparidades salariais e estabelecem protocolos contra o assédio sexual e o assédio baseado no género.
Num evento paralelo organizado pelas delegações de Andorra e da Suíça nas Nações Unidas, em parceria com a UN Women e o comité da CEDAW, delineou o foco do Governo na prevenção e no apoio às vítimas. A sessão analisou o acesso à justiça e os estereótipos de género. Cadena explicou que proteger as mulheres e os seus filhos passa por fornecer recursos, apoio psicológico e social, e redes de apoio comunitário. Argumentou que um sentimento de segurança permite às mulheres avançar com processos judiciais e reconstruir as suas vidas. Os sistemas de justiça, acrescentou, refletem a sociedade em geral, o que sublinha o papel de campanhas de sensibilização como a lançada a 25 de novembro para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, com o lema «Descobre a violência. Nem sempre deixa marcas».
Os Estados participantes, incluindo Andorra, aprovaram uma declaração política no início da sessão. Compromete-se a promover enquadramentos jurídicos inclusivos, eliminar leis e práticas discriminatórias e enfrentar obstáculos estruturais à justiça para mulheres e raparigas.
A equipa andorrana incluía Judith Pallarés, presidente do Instituto da Mulher de Andorra; Mireia Porras, diretora do Departamento de Políticas de Igualdade; e Joan Forner, embaixador nos Estados Unidos e representante permanente nas Nações Unidas.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Cadena defensa la justícia amb perspectiva de gènere a l’ONU
- El Periòdic•
Cadena defensa a l’ONU reforçar l’accés a la justícia amb perspectiva de gènere per garantir els drets de dones i nenes
- Bon Dia•
Cadena defensa a l'ONU els avenços del país per garantir un accés a la justícia amb perspectiva de gènere
- Altaveu•
Cadena exposa a l'ONU els avenços per garantir un accés a la justícia amb perspectiva de gènere
- Diari d'Andorra•
Cadena defensa a l’ONU reforçar l’accés a la justícia amb perspectiva de gènere