Oposição de Andorra la Vella critica inação da coligação no poder em habitação e projetos
David Astrié critica os primeiros dois anos da câmara por atrasos na habitação acessível, aumentos de taxas e obras públicas débeis apesar de finanças abundantes.
Pontos-chave
- Nenhum apartamento do programa Reviu após mais de 2 anos devido à falta de acordos com proprietários.
- Aumentos de taxas em creches e estacionamento revertidos após desafios da oposição, apesar de tesouro de 14 milhões de euros.
- Remodelação da Plaça del Poble precipitada com infiltrações e equipamentos inadequados; 700 mil euros extras escondidos.
- Cancelamento do Xocofest e outros eventos deixa comerciantes a sentirem-se abandonados.
David Astrié, vereador do grupo de oposição Democrático no conselho comunal de Andorra la Vella, criticou os primeiros dois anos da coligação no poder como marcados por inação e improvisação.
Na sua primeira entrevista ao *Diari d'Andorra* desde a perda das eleições de 17 de dezembro de 2023, Astrié analisou questões comunais chave — habitação, finanças públicas e projetos — a meio do mandato. Atribuiu à câmara uma nota global insuficiente, particularmente na habitação, que a coligação tinha destacado na campanha.
Na habitação, Astrié apontou atrasos no programa Reviu, promovido como forma de criar unidades de arrendamento acessível. Mais de dois anos após o lançamento, nenhum apartamento se materializou porque nenhum proprietário aceitou as condições da câmara. Os apartamentos acessíveis do edifício Cedre exigiram financiamento governamental, enquanto os concursos para o projeto Terra Vella ficaram repetidamente sem resposta, deixando o seu futuro incerto. A construção, se aprovada, só começaria no final do mandato.
Apesar de excedentes consistentes e um tesouro de 14 milhões de euros, Astrié disse que a câmara não usou os seus próprios fundos para estas iniciativas, como o seu grupo repetidamente instou. Em vez disso, está a reservar dinheiro para o projeto Espai Capital, ainda em fase de concursos sem resultado garantido.
Astrié acusou a câmara de gerir mal as taxas públicas ao aumentá-las cumulativamente sem avaliações adequadas de impacto nas famílias locais. O seu grupo contestou os aumentos, levando à reversão das taxas das creches após a publicação no *Butlletí Oficial del Principat d'Andorra* (BOPA) e numa carta aos pais com as mesmas taxas. Rejeitou alegações de mero erro, notando que os vereadores confirmaram os aumentos numa reunião da câmara apesar dos seus avisos.
Um padrão semelhante surgiu com os passes de estacionamento Serradells: uma redução de 35% no ano passado seguida de um aumento de 25% este ano. Astrié chamou a esta abordagem improvisada, instando a câmara a priorizar a habitação dada a sua sólida situação financeira.
Nos projetos, criticou a remodelação da Plaça del Poble como precipitada e de baixa qualidade, com infiltrações, bancos insuficientes, sombra e vegetação. A câmara adjudicou o contrato principal a baixo custo mas aprovou 700 mil euros em contratos paralelos via direção executiva, o que Astrié descreveu como enganador. Falou diretamente com o Cònsol Major Sergi González e o proprietário do parque de estacionamento Vinyes afetado sobre as infiltrações, culpando cortes de custos e pressa por impermeabilização deficiente. A câmara minimizou o problema, mas Astrié exigiu reparações imediatas independentemente do custo.
Destacou também o cancelamento de eventos económicos como o Xocofest e Andorra la Vella en Flor, que impulsionavam a atividade nos bairros. Comerciantes locais queixaram-se publicamente de se sentirem abandonados.
Fontes originais
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