Andorra impõe moratória e nova estratégia nacional para regular universidades
Uma lei que altera o Ensino Superior introduz uma moratória a novas candidaturas enquanto uma estratégia nacional vinculativa definirá critérios de autorização mais rigorosos.
Pontos-chave
- Moratória a novas candidaturas universitárias ativa enquanto se prepara uma estratégia nacional vinculativa de ensino superior.
- UDDI obtém autorização final como sétima instituição; quatro candidaturas anteriores prosseguem sob regras antigas.
- Estratégia define critérios de autorização, exige conformidade em cinco anos sob pena de consequências legais, e opera por planos quinquenais.
- Papel da AQUA expande: vistos obrigatórios, transição para avaliações institucionais ex post e acompanhamento trienal dos currículos.
A alteração à Lei do Ensino Superior entrou em vigor na passada terça-feira, tendo sido estabelecida uma moratória a novas candidaturas para centros universitários desde então, enquanto se prepara uma estratégia nacional de ensino superior. A estratégia visa estabelecer a «discrição regulada» que o ministério pretende para gerir a chegada de novos projetos educativos e permitir condições mais apertadas tanto para instituições existentes como para potenciais.
Esta semana, a UDDI, uma universidade virtual e semirresidencial de iniciativa privada, recebeu a autorização final do Governo para iniciar atividade, tornando-se a sétima instituição autorizada no atual regime. Quatro candidaturas adicionais permanecem em processo; por terem sido apresentadas antes da alteração legislativa, serão tratadas ao abrigo das regras anteriores.
A estratégia futura será vinculativa, com um período de transição para as instituições: se não cumprirem certos requisitos, terão cinco anos para corrigir as deficiências. As notas explicativas da lei indicam que a estratégia deve definir objetivos e critérios estratégicos para autorizar novas instituições e programas, bem como os requisitos para manter as autorizações válidas. Deve garantir que a oferta do país responde às necessidades dos estudantes, manter padrões de qualidade europeus e reforçar o papel central da Universidade de Andorra.
A estratégia será elaborada com contributos da Universidade de Andorra, da Agência Andorrana para a Qualidade no Ensino Superior (AQUA), da Andorra Research and Innovation (AR+I), da comissão legislativa competente e, quando apropriado, de outros organismos relevantes e representantes dos estudantes.
A AQUA espera um papel alargado no processo. Todas as candidaturas de autorização requerem o visto da AQUA, mas as suas avaliações atuais são ex ante, focadas no plano estratégico em vez de verificar se as instituições cumprem depois esses planos. «Queremos introduzir a avaliação institucional ex post; atualmente, avaliam-se as intenções», disse o diretor da AQUA, Isaac Galobardes, que acrescentou que as avaliações de acompanhamento podem ser repetidas após uma falha inicial. Notou que a UDDI tinha sido rejeitada pela AQUA em 2024, mas, após corrigir as deficiências identificadas, o seu plano estratégico foi aprovado em 2025 e o Governo concedeu esta semana a autorização final.
Os planos curriculares dos graus também devem passar pelo escrutínio da AQUA, e um decreto recente permite o acompanhamento a cada três anos da implementação dos planos de estudos. Galobardes já expressou anteriormente preocupação com a proliferação de instituições universitárias e disse que a AQUA está alinhada com o ministério na nova orientação para o ensino superior.
Não há prazo fixo para a conclusão da estratégia, embora o ministro Ladislau Baró tenha dito que deverá estar em vigor até ao próximo ano letivo, na pior das hipóteses. A lei alterada exige que as instituições operacionais se adaptem aos novos requisitos; o incumprimento constituirá violação legal com consequências. A estratégia funcionará através de planos quinquenais que podem ser renovados tacitamente. Baró enfatizou que o objetivo não é impor um limite numérico às universidades, mas garantir que o crescimento seja coerente e sustentável, e não pelo crescimento em si.
Fontes originais
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