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Politica·

Andorra muda para 'neutralidade ativa' na política externa

Ministra dos Negócios Estrangeiros Imma Tor anuncia abandono da neutralidade tradicional por uma versão 'ativa' que condena agressores e apoia vítimas.

Sintetizado a partir de:
ARA

Pontos-chave

  • Andorra adota 'neutralidade ativa' — conceito suíço que rejeita indiferença perante violações do direito internacional.
  • Política apoia vítimas contra agressores, ex.: em crises humanitárias ou violações da Carta da ONU.
  • Desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia: primeiro acolhimento de refugiados e adoção de sanções da UE.
  • Alinha-se com a história de paz, multilateralismo e compromissos com o direito internacional de Andorra.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros de Andorra, Imma Tor, delineou uma mudança em relação ao princípio de longa data de neutralidade do país em conflitos internacionais, adotando em vez disso uma posição de "neutralidade ativa".

Falando no programa *Avui serà un bon dia* da Ràdio Nacional, Tor descreveu a neutralidade ativa como um conceito desenvolvido pela Suíça que Andorra adotou com características distintas. "É um conceito suíço; não o inventámos nós", notou ela. A abordagem mantém a neutralidade, mas rejeita a indiferença perante violações do direito internacional, particularmente em assuntos humanitários ou violações da Carta das Nações Unidas. Nessas situações, Andorra posiciona-se contra os agressores e a favor das vítimas.

Tor identificou a invasão da Ucrânia pela Rússia como o momento decisivo para esta mudança de política. Pela primeira vez, Andorra acolheu refugiados do conflito, muitos dos quais permanecem no Principado. O Governo implementou também pacotes de sanções da UE contra a Rússia.

Esta neutralidade ativa alinha-se com os compromissos em relação ao direito internacional, multilateralismo e paz — valores que Tor disse serem inerentes a Andorra. Destacou a história de séculos de paz do Principado como um exemplo global, moldada pela ausência de conflito e não pela passividade.

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