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Politica·

Andorra Nega Reagrupamento Familiar a 16 Menores Argentinos por Violações ao EES

Grupos de residentes e Unicef pedem regras mais claras e proteções para crianças após autoridades obrigarem retornos, citando limites de permanência Schengen e documentos em falta para famílias não-UE.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraARA

Pontos-chave

  • 16 menores argentinos forçados a regressar à Argentina desde outubro por ultrapassar limite de 90 dias Schengen via EES da UE.
  • Faltam cartas de convite para menores que se juntam a agregados; pais arriscam perda de autorizações.
  • Negativas semelhantes para menores colombianos; Unicef sublinha priorização de direitos da criança da ONU.
  • Associações instam governo a rever regras vagas com base em tratados de unidade familiar.

**Andorra la Vella** – As autoridades andorranas negaram pedidos de reagrupamento familiar para crianças menores em 16 casos envolvendo famílias argentinas desde outubro, obrigando-as a regressar à Argentina devido a violações do Sistema de Entrada/Saída (EES) da UE. A situação motivou apelos de grupos de residentes e da Unicef para regras mais claras e proteções mais fortes para as crianças.

Argentinos en Andorra, um grupo que representa residentes argentinos, relatou que os casos resultaram de famílias que trouxeram crianças para Andorra antes de obterem aprovações formais, ultrapassando o limite de 90 dias de permanência Schengen para nacionais não pertencentes à UE. Richie Ponce, um membro chave, destacou a ausência de cartas de convite para menores – um documento obrigatório para aqueles que se juntam a agregados familiares estabelecidos, que os funcionários não forneceram. Em alguns casos, os pais acompanharam os filhos de regresso a casa, enquanto outros enfrentaram riscos na renovação de autorizações devido ao estatuto irregular dos familiares sob a lei omnibus.

Marcelo Ponce, presidente da associação, confirmou à ATV que as violações ao EES foram a única razão citada nos 16 casos de negação. Ele referiu múltiplas reuniões com representantes do governo para abordar a questão, expressando otimismo quanto a uma correção futura com base em tratados bilaterais que protegem o direito à unidade familiar dos imigrantes. Ponce criticou a falta de especificidade das regras, que disse permitir flexibilidade administrativa apesar das obrigações internacionais, e instou todos os grupos parlamentares a investigar e ajustar as mesmas. «A teoria é fantástica, mas a realidade é outra», afirmou. Ele alertou também para famílias que tentam reagrupamentos para familiares já irregularmente em território Schengen, um cenário não abordado pela lei atual.

Yuri Catherine Barbosa, presidente da ColombiAND, relatou negações semelhantes relacionadas com o EES para menores colombianos, mesmo entre aqueles que cumpriam os limites de rendimento. «Não temos números, mas sabemos de menores que tiveram de regressar aos seus países de origem, e pais que partiram para se juntarem a eles», disse ela.

A diretora-geral da Unicef Andorra, Dàmaris Castellanos, enfatizou a proteção infantil no debate. Andorra ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, notou ela, o que obriga as autoridades a priorizar o superior interesse das crianças independentemente de circunstâncias administrativas, familiares ou económicas. «Os direitos das crianças são inegociáveis, em nenhuma circunstância», declarou Castellanos.

O reagrupamento familiar exige agora que os patrocinadores demonstrem rendimento mínimo (100% do salário mínimo para adultos, 70% para menores), seguro de saúde completo e três meses de residência legal. O partido Concòrdia questionou o governo em finais de dezembro sobre as negações relacionadas com o EES e os seus efeitos. As associações de residentes planeiam contribuir para um estudo de fórum juvenil sobre desafios migratórios, incluindo separações familiares por trabalho no estrangeiro.

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