Voltar ao inicio
Politica·

Comissão de Finanças de Andorra Rejeita Todas as Emendas da Oposição ao Orçamento de 2026

rejeitaram propostas de Concòrdia, PS e Andorra Endavant antes do debate plenário de 22 de janeiro.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicAltaveuBon DiaARA

Pontos-chave

  • Rejeitaram todas as 19 emendas da Concòrdia e 5-7 do PS; Andorra Endavant falhou prazo.
  • Aprovadas: pensões do pessoal SAAS, extensão de 10% nas pensões até 2025, fundos para expansão da prisão em Arch Led.
  • Ideias da oposição rejeitadas: plano anti-soledade, cortes de pessoal, realocação de 2M€ no turismo.
  • Orçamento para plenário a 22 de janeiro; lei de crescimento e outros projetos em curso.

A comissão de Finanças e Orçamento de Andorra rejeitou todas as emendas da oposição ao projeto de orçamento para 2026, aprovando apenas as modificações propostas pelos partidos maioritários Demòcrates e Ciutadans Compromesos. O processo concluiu após três reuniões breves, com menos de três horas no total, sendo a sessão final na terça-feira ao meio-dia dedicada a votar contra as propostas de Concòrdia, do PS e as entradas tardias de Andorra Endavant. Os conselheiros devem assinar o relatório do relator na sexta-feira, finalizando o texto para o debate plenário a 22 de janeiro, possivelmente ao lado da segunda lei omnibus sobre crescimento sustentável. A Mesa dos Presidentes tem 30 de janeiro como data reserva caso os prazos se atrasem antes do fim do período de sessões a 31 de janeiro.

Das emendas aprovadas pela Sindicatura, Concòrdia apresentou 19 e o PS cinco a sete até ao prazo prorrogado de 5 de janeiro, enquanto Andorra Endavant, liderada por Carine Montaner, o falhou por completo. Os membros da maioria rejeitaram todas as ideias da oposição em votações rápidas, sem necessidade de deliberação adicional.

As alterações aprovadas incluem a inclusão do pessoal assalariado do SAAS no plano de pensões públicas, a extensão do aumento de 10% nas pensões para funcionários civis pré-reforma até 2025 para alinhar com os acordos salariais, e a alocação de fundos — incluindo arrendamentos plurianuais — para a antiga fábrica Arch Led perto de La Comella para expandir a prisão.

As propostas da oposição rejeitadas abrangem o plano anti-soledade para idosos da Concòrdia, reduções de pessoal na Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus, realocação de 2 milhões de euros da Andorra Turisme para inovação empresarial, corte de 250 mil euros à equipa de Riba e reforço de programas de catalão autodidacta. O PS pretendia colocar a Andorra Turisme sob controlo ministerial e reduzir o financiamento da Fundació Museu Andorra, sem sucesso.

O conselheiro da Concòrdia Cerni Escalé criticou a falta de empenho da maioria, afirmando que sinalizaram desde a primeira reunião que não seriam possíveis acordos apesar da abertura do seu grupo ao diálogo. Contrastou com outras comissões que mostraram maior vontade de debater. O PS apontou o calendário apertado, agravado pelos pedidos de prorrogação de Andorra Endavant e o limite de 31 de janeiro, que impediu dias extras em fevereiro devido a uma viagem ao Conselho da Europa.

O orçamento avança enquanto a comissão da Economia, presidida pelos Demòcrates, prossegue com a lei de crescimento através de mais reuniões e ajustes internos visando 22 de janeiro — ou 30 se necessário. O vice-líder do PS, Pere Baró, apelou ao consenso para servir os residentes, notando otimismo para acordos ali apesar da exclusão no orçamento.

Em separado, a Mesa dos Presidentes remeteu a emenda da Concòrdia à Lei 44/2022 sobre eleições e referendos para a comissão de Justiça, Interior e Assuntos Institucionais. A Concòrdia também apresentou cinco emendas à atualização da lei da maioria sobre sustentabilidade das finanças públicas, exigindo metas mais rigorosas: dívida pública a 25% do PIB até 2036 e 10% até 2046, sem défices em períodos de crescimento exceto para investimentos estratégicos, custos operacionais limitados a 80% da despesa total e contribuições anuais de 1% para o fundo de compensação, em vez de 0,5%. O próximo período de sessões decorre de 1 de março a 15 de julho, com a mesa a reunir-se a 2 de março às 16:00.

Partilhar o artigo via