Primeiro-ministro de Andorra defende nomeação direta do diretor da FEDA em meio a críticas de portas giratórias
Xavier Espot rejeita apelos para seleção pública de Sílvia Calvó como diretora da FEDA, insistindo que cumpre a lei após consultas ao conselho; oposição.
Pontos-chave
- Espot defende nomeação direta de Calvó conforme estatutos da FEDA, após revisão do conselho de 4-6 meses.
- Líder da oposição Escalé critica 'portas giratórias', notando 7/8 cargos recentes para ex-ministros ou aliados.
- Espot lista nomeados não partidários como Jordi Nadal na Andorra Telecom para contrariar alegações.
- Marsol admite falhas nas fotos das novas cartas de condução mas confirma validade e correções em curso.
Xavier Espot, chefe do Governo de Andorra, defendeu a nomeação de Sílvia Calvó como nova diretora-geral da FEDA, rejeitando apelos da oposição para um processo de seleção pública e insistindo que a decisão cumpriu plenamente a lei.
Numa sessão acalorada do Consell General, Espot rejeitou as exigências do líder da Concòrdia, Cerni Escalé, para reverter a medida. Escalé elogiou o background de engenharia de Calvó e a sua experiência em transição energética, mas criticou a designação direta por fomentar «portas giratórias», apontando nomeações recentes em entidades como o Instituto da Mulher Andorrano, Conselho Superior de Justiça e gabinete do procurador-geral. Afirmou que sete das últimas oito foram para ex-ministros ou aliados da maioria governante, apelando a um procedimento público para promover talento interno na FEDA e evitar desacreditar Calvó ao impedir que prove a sua superioridade sobre rivais.
Espot rejeitou a ideia de forma incisiva, afirmando que o Governo não recuaria «especialmente porque você o diz, quando cumprimos a lei». Notou que os estatutos da FEDA exigem nomeação direta pelo Governo sem obrigar a concursos, acrescentando: «Não vamos inventar processos convolutos só para parecer bem.» A escolha seguiu consultas ao conselho nos últimos quatro a seis meses após Albert Moles indicar a reforma. Apesar de perder a sua chefe de gabinete, Espot disse priorizar o interesse público, vendo Calvó como a melhor candidata entre muitas após deliberação.
O debate ampliou-se para alegações mais amplas de partidarização. Escalé lamentou o padrão num país pequeno; Espot contrapôs que nunca exige cartões de partido, sublinhando mérito técnico. Citou nomeados não Demòcrates, incluindo Jordi Nadal na Andorra Telecom, David Cerqueda na AFA, Marta Alberch no Instituto de Habitação, Imma Jiménez na RTVA, Betim Budzaku na Andorra Turisme e Sílvia Cunill na AREB.
Em separado, a ministra do Interior Conxita Marsol abordou as alterações nas cartas de condução levantadas pela deputada social-democrata Laia Moliné, que criticou a má comunicação arriscando confusão pública. Marsol admitiu falhas no sistema de fotos para o novo formato, que usa imagens de passaporte desatualizadas — por vezes de idade 14 — para nacionais andorranos. Destinado a aumentar fiabilidade, segurança e durabilidade de 10 anos, as atualizações expuseram falhas na emissão, levando a adaptações de máquinas. As cartas existentes mantêm-se válidas até ao termo, sem alterações de categoria ou procedimento; tanto os modelos antigos como os novos cumprem os padrões da Convenção de Viena e são reconhecidos nos países parceiros. Marsol sublinhou que as correções precederam a publicidade, agora planeada, e notou ausência de problemas no estrangeiro.
Moliné insistiu que informação prévia em documentos oficiais é essencial, não opcional. O reconhecimento em carteiras digitais mereceu mais escrutínio, com o ministro da Transformação Digital Marc Rosell a defender a homologação prioritária com Espanha face a atrasos na UE. Destacou a prontidão do sistema, taxa de uso de um em quatro e expansão progressiva sem modificações. Moliné questionou priorizar laços bilaterais sobre ligações diretas à UE.
Fontes originais
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