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Politica·

Primeiro-ministro andorrano Espot confirma eleições na primavera de 2027

Xavier Espot esclarece declarações anteriores, comprometendo-se a cumprir o mandato até ao fim para concluir projetos e aprovar orçamento antes das eleições.

Sintetizado a partir de:
AltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Espot classifica comentário anterior 'como cidadão' como erro de cálculo.
  • Eleições marcadas para primavera de 2027 para concluir projetos pendentes e aprovar orçamento.
  • Pequeno ajuste de data possível para afluência ou ordem, não eleições antecipadas.
  • Carga de trabalho pesada justifica esgotar o mandato legislativo completo.

O chefe do Governo de Andorra, Xavier Espot, indicou a sua intenção de cumprir o atual mandato legislativo até à primavera de 2027, salvo circunstâncias imprevistas, para avançar projetos pendentes e garantir um orçamento aprovado antes de convocar eleições.

Falando aos jornalistas após um evento que assinalou o 33.º aniversário da Constituição com representantes da sociedade civil, Espot abordou a confusão gerada pelo seu discurso anterior. Nessa ocasião, referiu-se a assistir ao próximo evento «como cidadão», o que sugeria eleições muito mais cedo — possivelmente já em dezembro, tendo em conta o período de transição para um novo Governo. Descartou isso como um «erro de cálculo» e esclareceu que as eleições continuam agendadas para 2027, embora um pequeno adiamento de um ou dois meses não constitua uma convocatória antecipada.

«Foi uma indicação provisória do que será mais ou menos o fim da legislatura», disse Espot. «As eleições realizar-se-ão na primavera, como deve ser, salvo alguma circunstância extraordinária que não prevemos no momento.»

Justificou o calendário com uma pesada carga legislativa, incluindo projetos de lei já em curso e outros pendentes de debate parlamentar, cada um dos quais requer períodos previsíveis de aprovação. «Acho que muito provavelmente precisaremos esgotar a legislatura», acrescentou, notando que os líderes sempre mantêm alguma discricionariedade sobre o momento.

Espot sublinhou a tradição de realizar eleições com um orçamento validado em vigor, o que seria difícil antes de finais de janeiro. Ajustar ligeiramente a data, argumentou, serviria apenas para otimizar a afluência ou garantir uma boa ordem, enquadrando-se na prática normal e não numa antecipação.

As declarações deixam margem para flexibilidade, pois Espot reconheceu que «esta opção sempre existe em qualquer mandato», embora não estejam atualmente previstas tais intenções.

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