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Politica·

Andorra destaca centros de fraudes e partilha de informações na assembleia da Interpol

O diretor da polícia andorrana Bruno Lasne e o chefe do NCB Francesc Almendros participaram na 93.ª Assembleia Geral da Interpol em Marraquexe para enfrentar o crime transnacional.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon Dia

Pontos-chave

  • Andorra representada pelo diretor Bruno Lasne e chefe do NCB Francesc Almendros na 93.ª Assembleia Geral da Interpol em Marraquexe.
  • Delegados alertaram para centros de fraudes transnacionais organizados que recrutam, detêm e exploram vítimas para fraudes em grande escala; vítimas andorranas foram afetadas.
  • Interpol lançou duas novas ferramentas para acelerar a troca de informações transfronteiriças; participantes defenderam partilha em tempo real e protocolos padronizados.
  • Assembleia acordou partilha intensificada de informações, ação contra financiamento criminal, operações conjuntas e campanhas globais de sensibilização; eleito novo Comité Executivo.

O diretor do departamento de polícia de Andorra, Bruno Lasne, e o chefe do National Central Bureau, sargento-mor Francesc Almendros, representaram o país na 93.ª Assembleia Geral da Interpol em Marraquexe, Marrocos. A reunião de quatro dias reuniu mais de 800 delegados de 179 países, incluindo 82 chefes de polícia, para abordar ameaças em evolução do crime organizado e transnacional e reforçar a cooperação multilateral.

Um tema central foi a proliferação de centros de fraudes transnacionais: redes organizadas que recrutam vítimas com falsas ofertas de emprego, detêm-nas e exploram-nas, forçando-as a levar a cabo fraudes em grande escala como phishing, fraudes românticas, sextorsão e investimentos falsos em criptomoedas. Os delegados sublinharam que estas operações estão frequentemente ligadas ao tráfico de seres humanos e outras formas de exploração, e notaram que vítimas de Andorra foram afetadas nos últimos anos.

A Interpol apresentou duas novas ferramentas destinadas a acelerar e melhorar a troca, análise e processamento de informações entre países. Os participantes enfatizaram a necessidade de partilha de informações em tempo real e protocolos padronizados para acompanhar as redes criminosas que utilizam cada vez mais tecnologias avançadas para enganar vítimas, ocultar atividades e adaptar-se rapidamente aos esforços de aplicação da lei.

A assembleia acordou medidas para coordenar uma resposta global, incluindo partilha intensificada de informações, ação direcionada contra o financiamento criminal, operações conjuntas e campanhas de sensibilização mundiais para proteger populações vulneráveis. Os membros elegeram também um novo Comité Executivo e confirmaram França como presidente da Interpol; a organização tem 196 países membros.

Lasne disse que valorizou a reunião por reafirmar a cooperação policial internacional e pelas relações próximas mantidas com as forças de segurança vizinhas. Durante a conferência, ele e Almendros realizaram conversas bilaterais com o ministro do Interior francês Laurent Nuñez, altos funcionários da Polícia Nacional Francesa e da direção de investigação criminal da Gendarmerie, e os diretores-gerais das polícias da Colômbia, Chile e Mónaco, entre outros homólogos.

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