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Politica·

Andorra pondera estender bónus de produtividade a funcionários públicos reformados

Governo avalia reivindicações de pagamento único de reformados afetados pela suspensão do sistema de avaliação, no âmbito de revisão financeira e aumentos separados de pensões.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Bónus pago a 1640 trabalhadores ativos (61% do pessoal) com média de 1830 €, escalonado por antiguidade de 7+ anos.
  • Mais de 100 reformados, incluindo ex-policias, exigem extensão devido à paragem do sistema GAdA que bloqueou progressão salarial.
  • Governo vai estudar viabilidade financeira; pacto original excluiu reformados mas pensões sobem 10% em 2025.
  • Reformados garantem também papéis de formação, acesso a instalações e concessões para participação em eventos.

O Governo andorrano está a avaliar se estende um bónus extraordinário de produtividade, pago em outubro passado a trabalhadores do setor público em funções ativas, aos funcionários públicos reformados.

O pagamento único compensou a suspensão do sistema de avaliação de desempenho GAdA e foi atribuído a funcionários com pelo menos sete anos de serviço em lugares fixos — abrangendo 61% dos 2695 trabalhadores da administração geral e setores de justiça, ou cerca de 1640 pessoas. Os beneficiários receberam montantes proporcionais à antiguidade, desde 0,5% do salário anual para quem tem sete a oito anos até 5,5% para funcionários com 17 ou mais anos. O valor médio foi de 1830 €, com um custo total para o Estado de 3 milhões de euros.

Os trabalhadores reformados, incluindo ex-policias, argumentam que merecem o bónus por terem sido afetados pela paragem do GAdA, iniciada em 2009 e que impediu a progressão nas escalas salariais durante as suas carreiras. Mais de 100 reivindicações foram apresentadas ao departamento de Função Pública por ex-policias e funcionários administrativos. Na semana passada, representantes da associação de polícias reformados reuniram-se com o Chefe do Governo Xavier Espot e o ministro da Função Pública Marc Rossell para defenderem a sua causa.

Fontes governamentais afirmam que o executivo não excluiu a reivindicação, mas vai primeiro realizar um estudo para verificar a sua sustentabilidade financeira antes de decidir. Representantes sindicais confirmam que o acordo salarial original com os sindicatos da função pública não previu reformados, enquadrando o bónus como compensação pelos atrasos na aprovação de regulamentos da função pública, incluindo atualizações da avaliação de desempenho (agora AvAc) e estruturas de progressão na carreira, ambas previstas para implementação este ano.

O pacto salarial beneficia os reformados de forma separada: quem se reformar em 2025 verá as pensões aumentar 10%, igualando o aumento médio para o pessoal ativo. Uma alteração orçamental estendeu isto a quem se reformou antecipadamente no ano passado.

Além das questões financeiras, os polícias reformados apresentaram outros pedidos na reunião, como a utilização da sua experiência para formar novos agentes — uma proposta que o governo está a expandir a todos os departamentos da administração central. O executivo aceitou ainda pedidos rotineiros, incluindo a reinstalação de um gabinete no edifício Obac, acesso ocasional às instalações da sede da polícia e participação de uniforme em eventos do corpo, como o dia do padroeiro, com os reformados a suportar parcialmente os custos dos uniformes.

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Fontes originais

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