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Politica·

Andorra Eleva Proteção à Criança em Conflitos como Pilar da Política Externa na ONU e OSCE

Ministra Imma Tor condena recrutamento infantil, raptos e violência em meio a guerras globais, apoia iniciativas da Ucrânia e avança na igualdade de género.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • Tor condena recrutamento forçado de crianças, raptos, violência sexual; apoia campanha Prove It Matters da ONU.
  • Destaca impacto da guerra na Ucrânia nas crianças; apoia coligação de retorno e iniciativa Bring Kids Back de Zelenskiy.
  • Promove igualdade de género, ratificação iminente do pacto de direitos económicos, multilinguismo.
  • Assina laços diplomáticos com RDC; expressa solidariedade com Ucrânia no 4.º aniversário da guerra.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros de Andorra, Imma Tor, elevou a proteção à criança em conflitos armados a pilar central da política externa do país, abordando o tema na 61.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU em Genebra, em curso desde segunda-feira, e através de uma declaração gravada para uma reunião da OSCE em Viena na quinta-feira.

Falando em Genebra em meio ao aumento de conflitos armados globais, Tor condenou o recrutamento forçado crescente de crianças, raptos e violência sexual contra menores. Apelou a ferramentas internacionais mais fortes para prevenir danos, proteger vítimas e garantir responsabilização. Andorra apoia ativamente a campanha Prove It Matters da ONU, liderada pela Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças e Conflito Armado, destinada a pôr fim à impunidade por violações graves.

Num evento ministerial paralelo sobre a Ucrânia, Tor chamou a atenção para as crianças mortas, feridas, deslocadas ou deportadas ilegalmente na guerra. Reafirmou o apoio de Andorra à Coligação Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas e à iniciativa Bring Kids Back do Presidente Zelenskiy, defendendo justiça, reconstrução e paz duradoura.

Nas suas declarações plenárias ao Conselho dos Direitos Humanos, Tor sublinhou o compromisso de Andorra com a promoção dos direitos humanos e o multilateralismo eficaz baseado no direito internacional. Descreveu o conselho como pilar vital da ONU em meio a ameaças crescentes aos direitos e à dignidade humana, reafirmando o compromisso com a Carta da ONU e a natureza universal e indivisível de todos os direitos.

A igualdade de género surgiu como prioridade transversal, com Tor a elogiar o trabalho do Observatório da Igualdade e do Instituto da Mulher Andorrano para integrar perspetivas de género na educação, combater preconceitos no local de trabalho, promover o equilíbrio entre vida profissional e pessoal e aumentar a presença de mulheres em cargos de decisão. Notou a ratificação iminente do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais, defendendo ao mesmo tempo o multilinguismo para garantir participação global equitativa. Tor saudou os serviços de tradução da ONU e um novo Grupo de Amigos do Multilinguismo iniciado pela Organização Internacional da Francofonia.

Ante a Revisão Periódica Universal de Andorra em 5 de novembro de 2025, o governo aceitou 108 recomendações e comprometeu-se a implementá-las com instituições relevantes e sociedade civil.

Durante a sessão de Genebra, Tor assinou um acordo para estabelecer relações diplomáticas com a Ministra dos Negócios Estrangeiros da República Democrática do Congo, Thérèse Kayikwamba Wagner, cujo título completo inclui Cooperação Internacional, Francofonia e Diáspora. Encontrou-se também com o vice-presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Gilles Carbonnier, o Alto Comissário da ONU Volker Türk, o Secretário de Estado de San Marino Luca Beccari e o homólogo do Ruanda.

Em Viena, assinalando quatro anos da agressão da Rússia contra a Ucrânia, Tor expressou a solidariedade total de Andorra com Kiev. Lamentou a «morte e destruição excessivas», exigiu o fim imediato das hostilidades e denunciou ataques deliberados contra civis e infraestruturas — particularmente instalações energéticas que agravam a crise humanitária no inverno — como violações graves do direito internacional humanitário. Tor destacou o impacto da guerra nas crianças, sublinhando o papel de Andorra na coligação para garantir o seu retorno seguro como questão de justiça e humanidade. O conflito levou Andorra a adotar uma «neutralidade ativa» enraizada no direito internacional e multilateralismo, com compromissos para a reconstrução da Ucrânia, responsabilização e paz através de enquadramentos da OSCE, do Ato Final de Helsínquia e princípios da Carta da ONU. Alinhou-se com as posições da UE e instou a um diálogo mais amplo na OSCE para alcançar uma paz justa e duradoura.

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