Governo andorrano avança com leis para proteger menores dos riscos online, incluindo proibição de redes sociais por idade
e cartões SIM dedicados, inspirados em modelos europeus.
Pontos-chave
- Proibição de redes sociais para menores de 16 anos e cartões SIM específicos para crianças propostos.
- Emendas à lei dos direitos da criança até finais de fev/março; penas no Código Penal por violações.
- Psicólogos elogiam mas pedem educação e apoio familiar para evitar efeitos contraprodutivos.
- Pais acolhem bem, citam sucesso da proibição de telemóveis na escola; detalhes de aplicação pendentes.
O governo andorrano está a avançar com alterações legislativas para proteger os menores dos riscos online, incluindo uma proposta de proibição de acesso a redes sociais para menores de 16 anos e cartões SIM dedicados para crianças.
O ministro da Função Pública e Transformação Digital, Marc Rossell, afirmou que o executivo submeterá emendas à Lei Qualificada dos Direitos da Criança e do Adolescente ao Conselho Geral até finais de fevereiro ou princípios de março. Estas reformas, ainda em desenvolvimento, assentam em quatro pilares para tratar a proteção online como um direito fundamental. Rossell procura um amplo apoio parlamentar para uma aprovação rápida, citando abordagens em Espanha e França, além de conselhos de peritos globais.
Uma proposta central exige que os menores usem cartões SIM específicos, potencialmente eficazes no próximo mês se aprovados rapidamente. Em separado, revisões ao Código Penal adicionarão penas para o uso de redes sociais por menores. O porta-voz do governo, Guillem Casal, após a reunião de quarta-feira do Conselho de Ministros, notou que o trabalho se intensificou desde o outono, quando o Chefe do Governo, Xavier Espot, priorizou a segurança digital infantil. «Não estamos a reagir a eventos recentes, mas a seguir um processo estruturado», disse Casal, em linha com as preocupações europeias. Acrescentou que as proibições devem ser práticas e aplicáveis: «Não há remédio pior do que introduzir uma proibição que não possa ser aplicada.» A ministra da Justiça e Interior, Ester Molné, supervisiona as alterações ao Código Penal para crimes digitais graves, com base nas orientações do Centro de Bem-Estar Digital.
O Colégio Oficial de Psicólogos de Andorra (Copsia) elogiou a iniciativa, mas pediu uma estratégia mais ampla para além das regras, incluindo educação, apoio familiar e ajuda psicológica para evitar gestos simbólicos. O limite dos 16 anos faz sentido face às vulnerabilidades emocionais e sociais, disseram, embora a idade cronológica nem sempre corresponda à maturidade — exigindo supervisão adulta, formação digital e prevenção. O Copsia alertou que as proibições podem sair pela culatra se forem facilmente contornadas, fomentando uso oculto ou erodindo a confiança, e enfatizou passos complementares como educação para o pensamento crítico e responsabilização das plataformas. Relataram mais consultas sobre excesso de ecrãs, problemas de sono, baixa autoestima, cyberbullying e exposição a conteúdos nocivos, onde as redes amplificam problemas existentes.
Jordi Ubach, da Agência Nacional de Cibersegurança, disse que os detalhes aguardam a legislação final, com a aplicação a inspirar-se nos vizinhos. «A IA pode ajudar a enganar, mas também a detetar», notou, instando ao acompanhamento de modelos regionais.
Susagna Venable, presidente da Associação de Pais da Escola Andorrana (AMPAEA), acolheu a medida, mas pediu modelos comprovados, citando os resultados mistos da Austrália. Destacou um projeto-piloto que proíbe telemóveis durante as horas lectivas na escola secundária de Encamp, apoiado pelos pais por aumentar a interação e o foco. Venable enfatizou a educação familiar sobre apps e riscos, notando um fosso geracional em que as crianças ultrapassam os pais: «Precisamos de nos atualizar para saber o que está disponível.»
Os métodos de aplicação e prazos continuam por especificar.
Fontes originais
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- Altaveu•
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