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Politica·

Andorra recomenda aos cidadãos evitar viagens fora da Europa em meio à guerra no Médio Oriente

Ministra dos Negócios Estrangeiros Imma Tor aconselha nacionais e residentes a permanecerem na Europa devido ao conflito em escalada EUA-Israel-Irão, com prioridade para grupos vulneráveis.

Sintetizado a partir de:
Bon DiaDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Evitar todas as viagens não europeias devido à guerra aberta EUA-Israel-Irão, em linha com avisos da UE.
  • 30 andorranos/residentes nos EAU em segurança; 7 regressaram, 25 à espera de evacuação via voos espanhóis.
  • Prioridade a grupos vulneráveis (famílias, idosos, doentes); linha consular 24/7 ativa.
  • Atualizações da guerra: +555 mortes iranianas, Hezbollah junta-se, ataques no Médio Oriente e aliados.

### Andorra recomenda aos cidadãos evitar viagens fora da Europa em meio à escalada no Médio Oriente

A ministra dos Negócios Estrangeiros de Andorra, Imma Tor, recomendou que nacionais e residentes evitem todas as viagens fora da Europa devido ao conflito em rápida intensificação no Médio Oriente entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. O aviso, publicado nas redes sociais, alinha-se com as orientações de outros ministérios dos Negócios Estrangeiros europeus em meio ao que fontes diplomáticas descrevem como guerra aberta com repercussões regionais e globais.

O Governo está a priorizar o regresso de andorranos vulneráveis retidos na região, particularmente nos Emirados Árabes Unidos. Uma lista de indivíduos em risco — famílias com crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde — foi enviada às autoridades espanholas para inclusão em voos iminentes de Abu Dhabi para Madrid. Um desses voos partiu hoje, embora sem andorranos a bordo. A ministra Tor referiu que cerca de 30 andorranos ou residentes se encontravam nos EAU, principalmente em Abu Dhabi e Dubai, e todos estão seguros em hotéis com contacto consular permanente. "Estão bem, maioritariamente alojados em hotéis, e mantemos comunicação permanente", disse ela. As autoridades aconselham-nos a permanecer no local e aguardar instruções das companhias aéreas.

O porta-voz do Governo, Guillem Casal, confirmou que sete residentes regressaram ou estão a caminho via voos comerciais, restando 25 à espera de realocação: 16 cidadãos andorranos, cinco residentes franceses e quatro residentes espanhóis. Todos estão em locais seguros a receber apoio individualizado através de uma linha consular 24 horas (+376 324 292). Casal elogiou os esforços da equipa dos Negócios Estrangeiros, chamando-lhe um serviço "diferencial" em comparação com outros países. Tor realizou uma videochamada com os afetados ao meio-dia para delinear as ações do Governo e oferecer apoio na situação "delicada". Ela sublinhou a diplomacia e o respeito pelo direito internacional como o único caminho para travar a violência, pediu cautela com relatórios não verificados nas redes sociais e recomendou consultar fontes oficiais.

Os viajantes com cancelamentos devido ao conflito podem solicitar remarcação no próximo voo disponível ou reembolsos, com as companhias aéreas a cobrirem alojamento e refeições se necessário. Não é exigida compensação económica, mas os passageiros devem guardar toda a documentação.

A guerra mais ampla, agora no seu quinto dia, viu ataques conjuntos EUA-Israel atingir locais estratégicos iranianos, incluindo Teerão, a instalação de enriquecimento nuclear de Natanz e um complexo de segurança a leste da capital que abriga a sede da Guarda Revolucionária. As autoridades iranianas reportam mais de 555 mortes através do Crescente Vermelho, com danos em hospitais, casas e infraestruturas civis. Teerão disparou mísseis balísticos contra Israel — ferindo 19 em Beersheba — e visou locais energéticos no Kuwait, Doha e Dubai, levando o Qatar a suspender a produção de GNL e a Arábia Saudita a fechar a sua principal refinaria após um incêndio por drone.

O Hezbollah, aliado do Irão, entrou no conflito após a morte do Líder Supremo Ayatolá Ali Khamenei num ataque atribuído a EUA-Israel. O grupo reclamou ataques a uma refinaria israelita a sul de Haifa; Israel respondeu com bombardeamentos no sul do Líbano e subúrbios de Beirute, anunciando um avanço terrestre ali. O centro de operações de emergência do Líbano reporta 72 mortes e 437 feridos de três dias de ataques israelitas a cerca de 250 alvos do Hezbollah. Outros incidentes incluem um míssil iraniano intercetado pela NATO na Turquia, um torpedo dos EUA que afundou um submarino iraniano perto do Sri Lanka, ataques a uma base dos EUA no Qatar e à embaixada em Riade, e ataques israelitas em Teerão e Beirute.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu nas redes sociais no sábado destruir o exército do Irão e as milícias aliadas, instando os iranianos a derrubar o seu governo como uma oportunidade "rara em gerações". Avisou que a guerra durará "o tempo necessário" e afirmou ter ordenado um corte comercial com Espanha devido à sua posição sobre o Irão. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez rejeitou a ameaça; a UE e o Presidente francês Emmanuel Macron apoiaram Madrid. O Secretário do Tesouro dos EUA acusou Espanha de pôr em risco vidas americanas ao não ceder bases militares.

O diretor-geral do AIEA, Rafael Grossi, reiterou que não existe evidência de um plano iraniano estruturado para uma bomba atómica, citando preocupações com stocks de urânio e inspeções, mas enfatizando que não há arma iminente. As companhias de cruzeiros cancelaram todas as travessias no Médio Oriente, deixando milhares retidos em navios em Dubai, Abu Dhabi e Doha. Andorra cancelou uma viagem de delegação ministerial a Chipre em linha com o aviso.

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