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Politica·

Governo da Andorra Rejeita Comissão Tripartida para Parar Torres de Escaldes

Ministro Guillem Casal insiste que as paróquias controlam a maioria dos poderes de planeamento urbano e que Escaldes-Engordany tem ferramentas para limitar construções há seis anos, enquanto a presidente Rosa Gili culpa direitos herdados e procura supervisão conjunta.

Sintetizado a partir de:
AltaveuARADiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Governo afirma que presidente de Escaldes teve 6 anos para rever planos locais mas não agiu.
  • Paróquias controlam 80-90% do planeamento urbano; exemplos de outras paróquias mostram reduções possíveis.
  • Gili culpa direitos herdados de modificações ao plano de 2018 e quer comissão conjunta para aprovações governamentais.
  • Rejeição segue oposição do Conselho Geral, em meio a tensões eleitorais e protestos públicos.

O governo da Andorra rejeitou firmemente o apelo da presidente da paróquia de Escaldes-Engordany, Rosa Gili, para uma comissão tripartida com o conselho paroquial, o executivo e o Conselho Geral para parar os novos empreendimentos de torres na área do Clot d'Emprivat.

O porta-voz do governo e ministro Guillem Casal esclareceu a rejeição numa conferência de imprensa após a reunião de quinta-feira do Conselho de Ministros. Argumentou que os poderes de planeamento urbano estão «claramente definidos», com 80% a 90% controlados pelas paróquias através dos seus planos locais, e o resto pelo governo central. Casal disse que Gili tem as ferramentas para ajustar os volumes e disposições de construção na área há seis anos, mas não as utilizou. «Ela teve seis anos para avançar com estas mudanças e optou por não o fazer», afirmou, acusando-a de agora procurar autoridade que anteriormente abdicara.

Casal citou exemplos de La Massana, Canillo e Ordino, onde as paróquias reveram planos para reduzir alturas, volumes e capacidade de construção sob as leis atuais. «Com a mesma legislação, ela também o poderia fazer», acrescentou. Insistiu que as instituições devem manter-se nos seus papéis sem novos órgãos sobrepostos. «Todos devem executar os poderes que lhes foram atribuídos.»

A posição do governo segue a oposição da maioria dos membros do Conselho Geral na quarta-feira, deixando Gili isolada. Em resposta, mais tarde nesse dia após a sessão final do ano da sua paróquia, Gili rebateu as acusações que responsabilizam a sua administração. Chamou a essas afirmações «ignorância» ou uma tentativa de enganar, notando que, embora as paróquias tratem do urbanismo, o governo também aprova projetos — precisamente por isso propôs a comissão conjunta.

Gili sublinhou que a sua equipa herdou a situação, com direitos já concedidos num mandato anterior quando o plano POUP foi modificado em 2018. «As torres nunca nos agradaram; encontrámo-las com direitos já dados», disse, apontando os Demòcrates e os esforços desde a tomada de posse para limitar o impacto e parar novas construções. Sugeriu que o desvio de culpas visa as eleições, onde Escaldes será decisivo, e enquadrou a sua iniciativa como visionária para as gerações futuras, citando os recentes protestos públicos contra as torres. «Se é tão claro que não as querem, temos de agir.»

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