Andorra Coordena Repatriação de Cidadão da Venezuela em Meio a Captura de Maduro Liderada pelos EUA
Ministério dos Negócios Estrangeiros de Andorra auxilia o seu único nacional em zona rural segura na Venezuela durante operação dos EUA que detém Maduro, emite alertas, enquanto local.
Pontos-chave
- Andorra repatriando o seu único nacional venezuelano, em boa saúde longe do tumulto de Caracas.
- Ataques aéreos dos EUA e SEALs detêm Maduro e mulher, levados a NYC por acusações de drogas/armas; Trump promete controlo do petróleo.
- Ministério alerta andorranos para segurança; rejeita chavismo 'opressor', deseja transição democrática.
- Comunidade venezuelana em Andorra aliviada mas incerta, agenda encontro pacífico a 6 de janeiro.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Andorra continua a coordenar com o consulado espanhol em Caracas a repatriação do único nacional conhecido do Principado na Venezuela, que se encontra em boa saúde e longe da capital, principal local das perturbações recentes. Os responsáveis indicam que não há alterações ao processo, que avançará quando as condições permitirem, e a proteção de dados limita mais pormenores. O indivíduo não reside lá de forma permanente.
O ministério emitiu um alerta consular no sábado, aconselhando os andorranos na Venezuela a permanecerem em zonas seguras, a exercerem a máxima cautela e a seguirem as atualizações oficiais. A linha de emergência +376 324 292 mantém-se ativa para apoio.
A ministra dos Negócios Estrangeiros, Imma Tor, reiterou a rejeição do Governo ao regime chavista "opressor" e expressou esperança numa transição política pacífica que respeite o direito internacional, a Carta da ONU e os princípios democráticos.
A operação dos EUA, liderada pelo Presidente Donald Trump, começou com ataques aéreos na madrugada de sexta-feira a alvos militares chave em Caracas, seguidos pela detenção do Presidente Nicolás Maduro e da sua mulher Cilia Flores por elementos dos Navy SEALs. O casal foi transportado para o Metropolitan Detention Center em Brooklyn, Nova Iorque, para enfrentar acusações incluindo narcoterrorismo, conspiração de tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos. Trump descreveu a ação como essencial para restaurar a liberdade venezuelana, avisou para uma resposta de maior envergadura em caso de resistência e afirmou que os EUA geririam o país até uma entrega segura, com empresas americanas a assumir o controlo da indústria petrolífera. O Governo venezuelano qualificou-a de agressão militar. Não há contagens oficiais de vítimas, embora relatos sugiram ausência de mortes civis ou danos à infraestrutura.
A comunidade venezuelana em Andorra — cerca de 67 registados formalmente, com estimativas de 80-100 incluindo binacionais e outros — reagiu com emoções mistas, misturando alívio pela remoção de Maduro após longa expectativa desde dezembro com profunda incerteza sobre figuras remanescentes do regime, intenções dos EUA e pormenores da transição. Reynaldo Márquez, presidente da Associação de Residentes e Apoiante Venezuelanos em Andorra (mais de 50 membros ativos num grupo que excede os 100), confirmou que não houve impactos diretos em membros da comunidade ou familiares, pois as operações se limitaram aos arredores de Caracas e pouparam outras áreas. Chamadas iniciais de familiares em meio a cortes de comunicações causaram alarme, mas verificações posteriores confirmaram a segurança.
Márquez destacou a confusão generalizada, notando o amplo desejo pelo fim do chavismo mas dúvidas alimentadas pela rejeição de Trump à líder da oposição María Corina Machado, apoio do Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio à Vice-Presidente Delcy Rodríguez (agora indicada pelo Supremo Tribunal para tomar o poder) e tensões entre o prazo constitucional de 30 dias para eleições na Venezuela e a reconstrução mais longa do setor petrolífero. Muitos veem a intervenção como um passo desesperado mas necessário, embora nem todos apoiem a incursão estrangeira, e o atual Governo persiste, deixando o caminho transitório pouco claro. O grupo prioriza o bem-estar familiar sobre celebrações, sublinhando a cautela em meio a preocupações com soberania e economia.
A associação agendou um encontro social estático para terça-feira, 6 de janeiro, das 17h às cerca de 18h30 na Plaça Príncep Benlloch em Andorra la Vella, antecipando 50-70 participantes para trocar opiniões. As autoridades enfatizam que se trata de um encontro pacífico e não de protesto, sem marchas ou perturbações; os permisos estão assegurados. Não surgiram efeitos práticos para os andorranos.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- ARA•
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- El Periòdic•
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- El Periòdic•
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- Diari d'Andorra•
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- Altaveu•
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- Diari d'Andorra•
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- ARA•
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- El Periòdic•
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- Diari d'Andorra•
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- Altaveu•
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- El Periòdic•
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