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Politica·

Social-democratas de Andorra Apoiam Relatório da Lei de Solo Sustentável para Frear Expansão Urbana

Laia Moliné apoia 18 medidas para crescimento controlado face a atrasos infraestruturais do rápido aumento populacional, apelando a reformas na mobilidade e capacidade de carga.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • 18 medidas incluem direitos de preempção, planeamento supraconcelhio, limites à edificabilidade fora dos núcleos.
  • 1,5M m² aprovados desde 2019, 40% por construir, concentrados em duas paróquias.
  • Infraestruturas sob tensão com crescimento de 11 000 habitantes; derrocadas recentes expõem riscos rodoviários.
  • Apelo a debate sobre capacidade de carga, dados de mobilidade e grupo de trabalho dedicado.

Laia Moliné, conselheira-geral do grupo parlamentar dos Social-democratas, aprovou o relatório final da Comissão de Estudo para Garantir o Crescimento Sustentável, que delineia 18 medidas para a futura lei de solo destinadas a conter a expansão urbana excessiva e promover a planificação a longo prazo.

Ao apresentar o relatório na quarta-feira, o presidente da comissão Jordi Casadevall, do Concòrdia, e a vice-presidente Gemma Riba, dos Democratas, destacaram ferramentas como os direitos de preempção e retratação do Governo em compras estratégicas de terrenos — sem expropriações —, coordenação de planeamento urbanístico supraconcelhio e adaptações aos planos urbanísticos paroquiais (POUPs) que considerem previsões populacionais e mapas de riscos naturais. Outras propostas incluem a recusa de edificabilidade fora dos núcleos urbanos, quotas urbanas para crescimento equilibrado, proteções do solo agrícola e da biodiversidade, limites às movimentações de terras e sistemas unificados de dados sobre construção. Desde 2019, as autoridades aprovaram cerca de 1,5 milhões de metros quadrados de desenvolvimento, com uma média anual superior a 200 000 metros quadrados, embora quase 40% permaneçam por construir e a atividade se concentre em Andorra la Vella e Escaldes-Engordany.

Nos comentários após a apresentação, Moliné acolheu o relatório mas alertou que as infraestruturas de Andorra, particularmente as redes de mobilidade, não acompanharam o aumento populacional de 11 000 pessoas em seis anos. Perturbações recentes — desde colisões de veículos e árvores caídas ao fecho da RN-20 e derrocadas — expõem vulnerabilidades nas estradas internas e acessos fronteiriços, deixando frequentemente o país «encapsulado» sem alternativas. «Falamos disso sem fim, mas nada concreto surge», disse ela.

Moliné apelou a um debate nacional sobre a capacidade de carga do Principado, apoiado em dados abrangentes de mobilidade para orientar o transporte público, a gestão de acessos e projetos como a alargamento da N-145 ou novas rotas francesas. Instou à retoma de estudos anteriores sobre sustentabilidade e viabilidade económica, mais um grupo de trabalho dedicado paralelo às revisões da LOGTU, reconhecendo passos do Governo como alterações às linhas de autocarro e construções em Parallaus. Sem indicadores integrados sobre fluxos e opções, alertou, a planificação futura arrisca avançar às cegas.

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