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Politica·

Argentinos en Andorra investiga interrogatórios policiais a crianças desacompanhadas

Grupo sul-americano apela a famílias para reportarem casos de autoridades a questionar crianças em público, alegando controlos de imigração, que a polícia nega

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicDiari d'AndorraAltaveuBon DiaARA

Pontos-chave

  • Argentinos en Andorra apela a relatos de paragens policiais a menores desacompanhados, citando 5+ casos perto de escolas.
  • Incidentes envolvem crianças questionadas sobre docs dos pais; polícia nega motivo de imigração, chama-lhes verificações de vulnerabilidade.
  • Diretor da polícia: Sem interrogatórios sem guardiões; formados em protocolos de direitos da criança.
  • Ministério rejeita interrogatórios direcionados; vereadora local apoia posição anti-imigração ilegal.

Argentinos en Andorra apelou às famílias sul-americanas para reportarem qualquer caso em que autoridades questionaram os seus filhos desacompanhados em espaços públicos, com o objetivo de determinar se esses encontros são isolados ou parte de um padrão mais amplo. O grupo, liderado por Riccie Ponce, partilhou o apelo urgente nas redes sociais a 14 de janeiro, solicitando pormenores por email para argentinosenandorraoficial@gmail.com, incluindo datas, horas, locais, descrições dos envolvidos — agentes fardados ou à paisana — e contactos de adultos. Promete total confidencialidade para proteger a privacidade dos menores.

Fontes da comunidade descrevem pelo menos cinco casos, principalmente envolvendo crianças a caminho da escola em Pas de la Casa. Estes incluem duas meninas de 10 anos de famílias monoparentais que foram questionadas sobre documentos e emprego dos pais, ficando angustiadas e levando os agentes a ligar às mães. Num desses casos, foi notado o estatuto irregular dos pais. Um terceiro caso, a 3 de junho, envolveu um menino de 10 anos abordado durante uma patrulha em forte tráfego turístico. Os agentes, confundindo-o com mais novo e potencialmente vulnerável, acompanharam-no à escola — ao contrário de alguns relatos de carro patrulha — e obtiveram contactos familiares através do pessoal escolar. Os responsáveis da escola confrontaram os agentes, que depois se desculparam junto da família e da instituição. Os pais, residentes argentinos com permisos, apreciaram os conselhos de segurança para zonas movimentadas, embora o menino não tivesse registo adequado.

A polícia emitiu comunicados a negar firmemente qualquer prática de questionar menores para fins de imigração. Num comunicado, esclareceu que os agentes não abordam diretamente crianças para recolher esses dados — «não é o nosso estilo, nem o será» — intervindo apenas quando um menor parece vulnerável, para o identificar e contactar imediatamente os guardiões por razões de segurança. O diretor Bruno Lasne disse ao Diari d'Andorra que todos os agentes estão formados em protocolos de direitos da criança, exigindo presença parental ou legal para interrogatórios formais. Detalhou o incidente de 3 de junho como uma verificação de bem-estar, não relacionada com imigração, e citou uma inspeção num hotel a 6 de janeiro onde duas adolescentes de 16 anos com permisos de residência mas sem autorização de trabalho foram encontradas a trabalhar; o empregador foi multado sem as meninas serem questionadas.

O Ministério do Interior rejeitou alegações de interrogatórios direcionados, enfatizando canais oficiais para recolha de dados. A vereadora de Andorra Endavant, Carine Montaner, apoiou os esforços policiais no Instagram, defendendo tolerância zero à imigração ilegal para manter a ordem e dissuadir fatores de atração.

Não foram divulgados dados oficiais de casos, e Argentinos en Andorra não partilhou pormenores verificáveis para além do apelo. Persistem preocupações sobre potenciais violações das leis andorranas de proteção à criança e padrões da Convenção da ONU, que exigem presença de adulto para declarações de crianças salvo em emergências. A polícia reitera sensibilidade aos menores e nega os cenários reportados.

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