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Politica·

Concòrdia rejeita Demòcrates apesar de o autarca dizer que pacto seria possível com Baró à frente

Cònsol de Sant Julià Cerni Cairat disse que acordo pós-eleitoral DA–Concòrdia poderia ser concebível se Ladislau Baró liderasse os Demòcrates, citando políticas.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraARABon DiaEl PeriòdicAltaveu

Pontos-chave

  • Cerni Cairat disse que acordo DA–Concòrdia seria concebível se Ladislau Baró liderasse os Demòcrates, citando convergência em crescimento e política demográfica.
  • Co-presidentes da Concòrdia Núria Segués e Sílvia Mosquera rejeitam pacto nacional com DA e concorrerão sozinhas na circunscrição nacional.
  • Concòrdia só considera alianças territoriais com parceiros comprometidos explicitamente com o seu programa; Sant Julià mostra mais cooperação transversal.
  • Líder provável da lista nacional é Cerni Escalé; direção decidida em assembleia e eleições não esperadas antes de 2027.

Cerni Cairat, o cònsol major de Sant Julià de Lòria, disse numa entrevista à RNA no programa Avui serà un bon dia que um acordo pós-eleitoral entre Demòcrates per Andorra (DA) e Concòrdia poderia tornar-se concebível se Ladislau Baró liderasse a lista da DA. Falando a título pessoal, Cairat apontou o apoio público de Baró à lista Desperta Laurèdia em 2019 como prova de que o esforço local da DA na altura «não tinha consistência», e disse que o regresso de Baró a um papel político visível poderia abrir cenários para colaboração.

Cairat instou os partidos a evitar uma «guerra de blocos ideológicos» e argumentou que a Concòrdia devia «estar à altura do seu nome» consolidando-se como uma força de centro-progressista capaz de chegar a acordos. Apontou uma crescente convergência em questões como o modelo de crescimento do país e a política demográfica, dizendo que essas áreas poderiam fornecer terreno comum e alertando que Andorra não pode permitir-se a polarização que um choque ideológico geraria.

A direção da Concòrdia rejeitou repetidamente qualquer pacto com os Demòcrates. As co-presidentes Núria Segués e Sílvia Mosquera deixaram claro que o partido concorrerá sozinho na circunscrição nacional e não entrará em acordos com a DA «independentemente do candidato» que o partido laranja apresentar. Dizem que a Concòrdia foi fundada em resposta a sucessivos governos da DA e aos problemas sociais e económicos que atribuem a essas administrações, citando habitação, investimento estrangeiro e crescimento territorial descontrolado entre as queixas.

As co-presidentes enfatizam que o partido só considerará pactos territoriais com pessoas ou formações que se comprometam explicitamente com o projeto, ideias e valores da Concòrdia, e que demonstrem uma genuína «vontade de mudança». Argumentam que as diferenças estruturais com a DA tornam o rapprochement improvável: segundo a Concòrdia, muitas das suas propostas falharam no Conselho Geral, ilustrando modelos antagónicos em habitação, investimento, crescimento urbano e gestão territorial.

Ao nível comunal, as dinâmicas locais são mais complexas. Desperta Laurèdia, um movimento em Sant Julià, defendeu um centro transversal que poderia incluir perfis próximos tanto de democratas como de sociais-democratas, e o modelo municipal em Sant Julià — onde Cairat é cònsol major — foi citado como exemplo de integração de sensibilidades diversas sem estruturas partidárias convencionais. As co-presidentes da Concòrdia dizem que o partido permanece aberto a explorar alianças territoriais onde os parceiros se alinhem claramente com o seu programa, mas insistem que tais arranjos devem priorizar as prioridades e valores políticos da Concòrdia.

A Concòrdia repetiu que o líder da sua lista nacional será escolhido pela assembleia do partido; por continuidade, o candidato provável é Cerni Escalé, embora a decisão final pertença aos membros. O partido também nota que não há pressa imediata para decidir a liderança, dado que, pelo calendário político atual, as eleições não são esperadas antes de 2027.

Qualquer rapprochement entre a DA e a Concòrdia dependeria portanto de decisões internas de ambos os partidos e de um alinhamento concreto de posições políticas. Cairat apelou a uma negociação pragmática e transpartidária para enfrentar desafios comuns, enquanto as linhas vermelhas públicas e a posição organizacional da Concòrdia indicam que um acordo formal enfrentaria obstáculos políticos e estruturais significativos.

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