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Politica·

Batllia investiga responsável de TI dos Escaldes-Engordany por acesso não autorizado a ficheiros

Investigação visa chefe de TI da câmara, parceira do vereador David Pérez, após documento confidencial chegar à sua empregadora Empark por canais não oficiais.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Chefe de TI suspensa com salário após registos mostrarem acesso não autorizado a ficheiros enviados para a Empark.
  • Documento chegou à Empark, empregadora do vereador David Pérez, sem canais oficiais.
  • Parceira de Pérez entregou voluntariamente computador; pede demissão em meio a suspensão de salário.
  • Caso agrava ruturas no partido PS e escrutínio das ligações câmara-Empark após remoção de Pérez do conselho.

A Batllia abriu uma investigação ao cabeça do departamento de TI da câmara municipal dos Escaldes-Engordany por alegações de acesso não autorizado a ficheiros internos confidenciais. A investigação centra-se num documento que chegou à Empark, empresa ligada ao vereador David Pérez, sem passar por canais oficiais.

Vários funcionários municipais devem prestar declarações formais nos próximos dias para esclarecer a origem, o alcance e possível intenção por trás das ações. A investigação, liderada pela Batllia com apoio da polícia, segue uma anomalia detetada há meses. A Empark, concessionária de serviços locais e empregadora de Pérez, apresentou um documento interno da câmara em resposta a uma notificação administrativa. O sistema de TI da câmara, que regista todos os acessos e manipulações de documentos, rastreou entradas não autorizadas ao cabeça de TI, que é parceira de Pérez.

Como medida de precaução, ela foi suspensa de funções por um mês e um dia, mantendo o salário integral, para proteger a integridade das provas e evitar interferências. O seu computador de trabalho foi apreendido e colocado sob custódia policial após ela o entregar voluntariamente, acompanhada por um advogado. Fontes próximas do caso dizem que ela pediu desde então a demissão voluntária e enfrenta uma suspensão temporária de salário.

O caso liga-se a tensões mais amplas em torno de Pérez, que foi afastado do conselho executivo em outubro por suspeita de incompatibilidade devido aos seus laços com a Empark. Ele classificou publicamente a medida como perseguição política, negou qualquer irregularidade por parte da sua parceira e acusou a liderança da câmara, sob a Cònsol Major Rosa Gili, de autoritarismo. Pérez senta-se agora no grupo misto de vereadores.

O escândalo tem ramificações políticas, agravando ruturas no partido PS, que ocupava posições na equipa governativa da câmara. O partido citou desacordos sobre a gestão de Gili ao sair da coligação, deixando dois vereadores do PS em lados opostos.

As autoridades ainda não detalharam a extensão total da investigação ou possíveis acusações, mas o caso reacendeu o escrutínio das relações entre a câmara e a Empark.

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Fontes originais

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