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Politica·

Carlos Mur prestará depoimento remoto sobre o 'protocolo da vergonha' de Madrid nas mortes por COVID em lares

O antigo responsável de saúde de Madrid Carlos Mur, acusado nos protocolos mortais por COVID que impediam transferências hospitalares de idosos, testemunhará por vídeo desde Andorra.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Mur, ex-chefe de saúde mental e coordenador COVID de Madrid, depõe remotamente a 26 de janeiro perante o Tribunal n.º 23.
  • Enfrenta acusações como signatário do 'protocolo da vergonha' que impediu transferências de idosos em lares em março-abril de 2020.
  • Protocolos ligados a 7291 mortes de idosos sem acesso a hospitais; investigação de queixa da Amavir Valdebernardo.
  • Colega Martínez Peromingo culpou Mur pelos elementos discriminatórios; vítimas querem a sua versão.

Carlos Mur, o antigo chefe de saúde mental no Hospital Nostra Senyora de Meritxell de Andorra e diretor de coordenação no governo regional de Madrid durante a pandemia de COVID-19, está agendado para prestar depoimento remoto na segunda-feira, 26 de janeiro, às 10h, perante o Tribunal de Instrução n.º 23 de Madrid.

Trata-se da quinta intimação judicial a Mur em menos de um ano, após quatro ocasiões anteriores em que não compareceu, alegando vários motivos. O juiz aprovou agora o seu pedido de testemunho por videoconferência desde Andorra, onde reside e gere um consultório privado de psicologia que lhe limita a capacidade de viajar.

Mur enfrenta acusações como um dos signatários do chamado "protocolo da vergonha", diretivas emitidas em março e abril de 2020 que alegadamente impediram transferências hospitalares para milhares de idosos residentes em lares de Madrid. A investigação, iniciada por uma queixa de um familiar de uma vítima no estabelecimento Amavir Valdebernardo em Madrid, analisa estas orientações, que contribuíram para a morte de 7291 idosos em residências sem acesso a hospitais durante esse período.

Em depoimento anterior no mesmo processo, Francisco Javier Martínez Peromingo — outro antigo diretor de coordenação e considerado o principal arquiteto dos protocolos — apontou Mur como responsável pelos elementos discriminatórios nas instruções.

Mur declarou recentemente a órgãos de comunicação social que está disponível para a justiça espanhola, mas não recebeu as notificações das intimações anteriores. As famílias das vítimas e associações esperam que a sua comparência forneça a sua versão dos factos e esclareça a gestão dos cuidados geriátricos no pico da crise. Será a sua primeira oportunidade de se dirigir diretamente ao tribunal.

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