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Politica·

Católicos andorranos pedem ao núncio intervenção sobre despenalização do aborto

Um grupo de católicos andorranos enviou uma carta certificada ao núncio apostólico em Madrid contra um projeto de lei para despenalizar o aborto e pediu uma audiência.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Grupo de católicos andorranos enviou carta certificada ao núncio apostólico pedindo reunião contra despenalização.
  • Nunciatura confirmou receção mas pediu reenvio por e-mail.
  • Autores citam artigo 8.º da Constituição de Andorra, argumentando violação do direito à vida e identidade moral nacional.
  • Grupo procura colaboração em apoio pastoral a mulheres mantendo defesa da vida; Vaticano aconselhou discrição a autoridades andorranas.

Em novembro, um grupo de católicos andorranos enviou uma carta certificada ao núncio apostólico para Espanha e Andorra, Piero Pioppo, que reside em Madrid, solicitando uma reunião para expressar a sua oposição à proposta de despenalização do aborto. Após semanas sem resposta oficial, os signatários recearam que a carta tivesse sido posta de lado.

Quando um dos signatários telefonou à nunciatura para confirmar o receção, o pessoal disse que a carta fora recebida, mas pediu que o pedido fosse reenviado por e‑mail. O grupo disse que ficou surpreendido por uma carta postal registada não ser considerada suficiente e reenviou depois o texto por e‑mail, anexando o documento original.

A carta, assinada por pessoas que se identificam como «um grupo de fiéis católicos do Principado de Andorra, profundamente comprometidos com a defesa da vida», pede «diálogo, comunhão e escuta mútua constante». Afirma que a proposta legislativa para despenalizar o aborto causou «séria preocupação moral e pastoral» entre eles e sublinha que «a verdade avança através da comunhão e da escuta mútua».

Citado o artigo 8.º da Constituição andorrana — que estabelece que o direito à vida é inviolável e protegido em todas as suas fases —, os autores argumentam que qualquer alteração legislativa que ignore esse princípio violaria não só a Constituição, mas também a identidade moral e espiritual do país. Expressam a sua posição «com humildade e respeito» e afirmam a sua fidelidade ao ensinamento da Igreja sobre a defesa da vida.

O grupo pede uma reunião, presencial ou por videoconferência, com o núncio para explorar formas de colaboração na prestação de apoio pastoral a mulheres e famílias em dificuldade, mantendo a defesa do direito à vida. Durante uma visita relacionada ao Vaticano no final de outubro, o primeiro-ministro Xavier Espot e o ministro das Relações Institucionais Ladislau Baró foram aconselhados pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, a adotar uma abordagem mais discreta no tratamento político da questão.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: