Comissão do Parlamento Europeu aprova pacto de associação entre UE, Andorra e San Marino
Comissão de Assuntos Externos aprova relatório intermédio com forte apoio, abrindo caminho para laços económicos mais profundos equivalentes ao estatuto EEA.
Pontos-chave
- 56 votos a favor, 3 contra, 5 abstenções para o relatório intermédio.
- Pacto concede estatuto quase EEA, remove barreiras comerciais para bens, serviços, pessoas.
- Promove oportunidades de negócio, PMEs, cooperação transfronteiriça com implementação gradual.
- Base jurídica deferida para o Conselho da UE; avança preparação para votação final do Parlamento.
A comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira um relatório intermédio sobre o acordo de associação da UE com Andorra e San Marino, com um forte apoio de 56 votos a favor, três contra e cinco abstenções.
A eurodeputada croata Željana Zovko, relatora do Partido Popular Europeu, descreveu o pacto como «um dos mais abrangentes que alguma vez fizemos». Caracterizou-o como mutuamente benéfico, concedendo a Andorra e San Marino um estatuto praticamente equivalente à adesão ao Espaço Económico Europeu. Zovko salientou que o acordo aborda áreas de interesse comum e felicitou os negociadores dos dois países pelo resultado positivo.
A eurodeputada socialista Laura Ballarin destacou como o acordo criará oportunidades para empresas, PMEs e consumidores, ao eliminar barreiras comerciais e permitir a livre circulação de bens, serviços e pessoas. O relatório promove uma integração económica mais profunda e cooperação transfronteiriça, adaptada às especificidades dos microestados através de uma implementação gradual. Ballarin enfatizou que posiciona explicitamente o acordo na competência exclusiva da UE para garantir um processo de ratificação rápido. «A Europa deve reforçar os laços com países alinhados como Andorra e San Marino», afirmou.
A comissão evitou tomar posição sobre a base jurídica do acordo — designadamente, se requer ratificação mista pelos Estados-membros da UE — deixando essa decisão ao Conselho da UE sob a presidência cipriota. Uma decisão aí poderá demorar semanas ou meses. A aprovação avança os trabalhos preparatórios, permitindo ao Parlamento na íntegra votar o texto final com maior compreensão quando o Conselho o submeter.
Fontes originais
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