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Politica·

Concòrdia de Andorra desvaloriza ameaça do DA em Sant Julià de Lòria antes das eleições de 2027

A conselheira-geral Núria Segués afirma que uma eventual candidatura do DA liderada pelo ministro Ladislau Baró não perturbará a estratégia nem as alianças na bastião paroquial, apesar das tensões com a UE e da colaboração em curso.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'AndorraEl PeriòdicARA

Pontos-chave

  • Concòrdia imperturbável com possível candidatura do DA liderada por Ladislau Baró no bastião de Sant Julià.
  • Segués destaca laços contínuos com o Desperta Laurèdia apesar de tensões no acordo com a UE.
  • Susanna Vela do PS prevê apoio da Concòrdia à UE e critica o DA como esgotado.
  • Ministra da Justiça propõe elevar idade de consentimento sexual para 16 anos, banir pornografia digital, expandir leis de assédio.

Núria Segués, conselheira-geral da Concòrdia, desvalorizou as preocupações de que uma potencial candidatura dos Demòcrates per Andorra (DA) em Sant Julià de Lòria — possivelmente liderada pelo ministro das Relações Institucionais, Educação e Universidades, Ladislau Baró — pudesse desafiar a dominância do seu partido antes das eleições de 2027.

Em declarações ao *Diari d'Andorra*, Segués disse que o desenvolvimento não alteraria a estratégia da Concòrdia, incluindo a sua plataforma, seleções de candidatos ou alianças locais. A paróquia continua a ser um bastião do Desperta Laurèdia (DL), o grupo local ligado à Concòrdia. Apesar das tensões sobre o acordo de associação com a UE, destacou a colaboração sustentada. O principal representante do DL integra a direção da Concòrdia, e dois dos cinco conselheiros-gerais do partido — Maria Àngels Aché e Pol Bartolomé — provêm do grupo paroquial. Os grupos prosseguem objetivos nacionais e locais partilhados, unidos por princípios fundamentais apesar das diferenças.

Essas diferenças emergiram no ano passado quando Bartolomé, cientista político, renunciou ao cargo de vice-presidente da comissão de Assuntos Externos do Conselho Geral após oposição interna à sua posição pró-UE. O cargo foi destacado no seu livro de março de 2024 *Andorra and the European Question*, apresentado ao lado de Baró e do ex-ministro do DA Gilbert Saboya — um evento que sublinha a popularidade local do ministro, mesmo entre alguns apoiantes da Concòrdia.

O perfil de Baró como figura experiente poderia reforçar a posição do DA, que o chefe do Governo Xavier Espot mantém com maioria absoluta no seu segundo mandato após 16 anos em funções. Segués argumentou que isso não erodiria a posição da Concòrdia, pois os partidos se centram em políticas e acordos. Apelou à renovação, dizendo que o longo governo do DA abrandou o progresso e que a alternância é essencial para a democracia. Os padrões eleitorais favorecem opções de centro-direita nas paróquias de montanha e de centro-esquerda nos centros urbanos.

Em comentário político relacionado, Susanna Vela, figura do Partit Socialista (PS) que se retira, previu que a Concòrdia acabaria por apoiar o acordo com a UE apesar da resistência, pois não existem alternativas viáveis. Falando ao *Diari d'Andorra*, defendeu as alianças do PS com a Concòrdia em questões como crescimento económico, sustentabilidade ambiental e igualdade, vendo o acordo como chave para os avançar. Vela apoiou a continuidade sob Pere Baró para a lista nacional do PS em 2027, ao mesmo tempo que prossegue pactos progressistas localmente. Desvalorizou o DA como um projeto esgotado sem ideologia, alertando para uma possível viragem à direita, e opôs-se a reformas mistas de pensões que introduzem capitalização privada.

Em separado, o líder do grupo parlamentar da Concòrdia, Cerni Escalé, expressou ambivalência no Dia da Constituição, elogiando as instituições ao criticar o crescimento populacional descontrolado e a construção. «Os políticos não estão a fazer bem», disse, apelando a novos acordos. Sobre o aborto, lamentou uma oportunidade inicial perdida, favorecendo a despenalização de médicos para referências ao estrangeiro e reembolsos da CASS.

Entretanto, a ministra da Justiça e Interior, Ester Molné, delineou alterações planeadas ao Código Penal, incluindo o aumento da idade de consentimento sexual de 14 para 16 anos (com exceções para diferenças de idade de cinco anos), a criminalização da pornografia digital, a expansão das disposições sobre assédio a conteúdos sexuais indesejados e manipulação de imagens via IA, e o alargamento das definições de prostituição para cobrir interações online por remuneração. Estas visam proteger grupos vulneráveis e alinhar-se com padrões internacionais como o Moneyval. Uma grande revisão do Código de Processo Penal está prevista para submissão parlamentar até junho, reforçando poderes dos procuradores em controlos bancários e expandindo acordos de negociação sem passar para investigações lideradas por procuradores.

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Fontes originais

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