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Politica·

Concòrdia apela ao debate sobre projeto-lei de reforma das eleições paroquiais

Partido da oposição Concòrdia pede à maioria andorrana que considere a sua proposta de candidaturas individuais nas eleições paroquiais para combater a baixa participação.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuARAEl PeriòdicBon Dia

Pontos-chave

  • Substitui listas paroquiais fechadas de 5 por candidaturas individuais (máx. 2 por partido), eleitores escolhem os 2 melhores.
  • Reduz requisitos de assinaturas para 0,25% do recenseamento; exige paridade de género.
  • Responde à abstenção em queda para 60% (50% jovens), visa melhor representação e gestão de vagas entre partidos.
  • Governo aberto a revisão mas questiona o momento; outra oposição prefere listas proporcionais ou intra-partido.

O Concòrdia apelou à maioria parlamentar dos Demòcrates e Ciutadans Compromesos para demonstrar «altura de visão» ao permitir pelo menos a consideração inicial do seu projeto-lei de reforma das eleições paroquiais, instando ao debate apesar das rejeições anteriores das suas propostas.

O partido da oposição apresentou a segunda alteração à Lei Qualificada do Regime Eleitoral e Referendário na segunda-feira, antes das eleições gerais da primavera de 2027. Esta substituiria as listas paroquiais fechadas de cinco — dois titulares e três suplentes — por candidaturas individuais apoiadas por partidos ou grupos de cidadãos, limitadas a duas por paróquia por partido. Os eleitores escolheriam dois candidatos preferidos colocando os boletins na urna, podendo misturar partidos; os dois mais votados garantiriam os lugares, enquanto a lista nacional permaneceria inalterada. As demissões, muitas vezes para cargos governamentais, passariam ao seguinte mais votado na paróquia, mesmo de outro partido. O projeto-lei reduz também pela metade os requisitos de assinaturas para candidaturas, de 0,5% para 0,25% do recenseamento eleitoral, e exige paridade de género.

O conselheiro de La Massana, Pol Bartolomé, descreveu as mudanças como «cirúrgicas», destinadas a reverter o descontentamento político e as taxas de abstenção que caíram de mais de 80% nos anos 1990 e 75% em 2011 para pouco mais de 60% agora — cerca de 50% entre os jovens eleitores. Argumentou que a baixa participação entrega o poder a uma elite estreita, desalinhando a política do interesse público e minando a legitimidade. O modelo revive práticas pré-Constituição, e Bartolomé propôs que a Andorra Recerca i Innovació examine sistemas históricos. Acrescentou que criaria uma configuração mais representativa, ajustando melhor os votos aos lugares, ao mesmo tempo que desencorajaria saídas pós-eleitorais para o Governo ao atribuir vagas a rivais. O líder do grupo, Cerni Escalé, enfatizou que a consideração inicial abre a porta a emendas, insistindo que a reforma transcende o partidarismo e pode fortalecer o Consell General garantindo o compromisso dos candidatos com o serviço parlamentar.

Nenhum dos nove projetos-lei anteriores do Concòrdia avançou. No pequeno-almoço de Natal com os media na quinta-feira, o Chefe do Governo, Xavier Espot, reconheceu o valor do debate, mas sublinhou «prudência, humildade e bom senso» para alterar o modelo de consenso da Constituição, que trouxe estabilidade e governação pela lista maioritária há mais de 30 anos. Comprometeu-se a uma revisão construtiva, mas disse que o Governo só o apoiaria se demonstrasse superioridade ao sistema atual — «difícil de melhorar» — e notou que negociações entre partidos no início do mandato, via comissão parlamentar a analisar todo o enquadramento eleitoral, teriam sido mais produtivas do que um lançamento mediático unilateral perto das eleições. Respondendo ao apelo do Concòrdia por «altura de visão», Espot afirmou a abertura da maioria, questionando o momento.

Os partidos da oposição PS e Andorra Endavant concordam que a abstenção exige ação, mas opõem-se às candidaturas individuais. A líder do PS, Susanna Vela, prefere alocação proporcional de lugares a listas abertas, que vê como risco de «caciquismo» localista; o seu grupo apoia a consideração inicial para emendas baseadas em trabalhos passados como o voto eletrónico. A líder da Andorra Endavant, Carine Montaner, prefere listas abertas intra-partido para empoderar os eleitores dentro de programas claros, criticando a abordagem do Concòrdia por fragmentar em individualidades sem direção coerente.

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