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Politica·

Concòrdia propõe 19 emendas para cortar orçamento de Andorra de 2026 em habitação e saúde

Grupo Concòrdia de Andorra submete cortes em relações com a UE, turismo e transportes, redirecionando milhões de euros para bem-estar social e inovação.

Sintetizado a partir de:
ARAEl PeriòdicBon DiaDiari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Cortar pessoal da secretaria da UE para 150 mil euros, eliminar 600 mil euros em consultorias e 127,5 mil euros em propaganda.
  • Realocar 2 milhões de euros da Andorra Turisme para zona de inovação empresarial; reduzir estudos de transportes e 800 mil euros em pavimentação de estradas para linha pública tipo elétrico.
  • Reforçar financiamento social: licença de 10 semanas para segundo progenitor, 5 mil euros em estratégia contra solidão, 30 mil euros em centros catalães.
  • Cortar 1,5 milhões de euros em salários oficiais, 500 mil euros em cibersegurança, bónus a funcionários; baixar limiar de auditoria para 100 mil euros.

O grupo parlamentar Concòrdia apresentou 19 emendas ao projeto de orçamento geral de Andorra para 2026, propondo cortes nas relações com a UE, no financiamento da Andorra Turisme e em iniciativas de transportes, para priorizar habitação, bem-estar social, inovação, educação, saúde e programas linguísticos.

Documentos consultados pelo *El Periòdic*, *Altaveu*, *Diari d'Andorra*, *Bon Dia* e *ARA* detalham reduções direcionadas na Secretaria de Estado para as Relações com a UE, dirigida por Marc Vila Riba. A Concòrdia considera excessivo o orçamento fixo de pessoal de 250.000 euros e sugere cortá-lo para cerca de 150.000 euros. Propõe também eliminar 600.000 euros em consultorias externas ligadas ao Acordo de Associação com a UE, citando a sobreavaliação dos gastos atuais com bens em 1.257.054,73 euros. Uma dotação de 127.500 euros para "publicidade e propaganda" nas comunicações institucionais seria eliminada por completo, com o grupo a argumentar que o governo não deve promover o acordo. As emendas restringiriam ainda os créditos expansíveis nos ministérios da Transformació Digital, Mobilidade e Transportes, na secretaria da UE e na Igualdade, devido a detalhes vagos sobre despesas de comunicação.

No turismo, a Concòrdia procura realocar 2 milhões de euros da Andorra Turisme — cujo orçamento anual se situa entre 8 e 10 milhões de euros — para financiar uma zona de inovação e criação de empresas, redirecionando outras poupanças para habitação, educação, saúde e investigação. Algumas notícias mencionam cortes potenciais maiores até 10 milhões de euros, mas o grupo destaca especificamente 2 milhões de euros para inovação.

As alterações nos transportes limitariam o financiamento para estudos técnicos de ligações aéreas, vistas como caras com benefícios económicos incertos, e cortariam 800.000 euros em pavimentação de estradas. As poupanças apoiariam uma nova linha de transportes públicos segregada, semelhante a um elétrico, ligando as paróquias de Sant Julià de Lòria e Escaldes-Engordany, com base em estudos de rotas existentes.

As medidas sociais incluem aumentar o financiamento da Caixa Andorrana de Seguretat Social para estender a licença de nascimento do segundo progenitor para 10 semanas em 2026, superando a proposta governamental de seis semanas. Propostas adicionais alocam 5.000 euros para uma estratégia do Ministério dos Assuntos Sociais contra a solidão indesejada entre idosos e vulneráveis; 30.000 euros para equipar centros de autoaprendizagem de catalão em Sant Julià de Lòria, Ordino e Andorra la Vella, para melhor acesso territorial e coesão social; e 2.000 euros para a Comissió per al foment de l’accessibilitat.

Cortes adicionais visam salários de altos funcionários e pessoal de relações especiais (quase 1,5 milhões de euros no total), a Agência Nacional de Cibersegurança (poupança de 500.000 euros transferindo funções para departamentos governamentais) e um bónus excecional de produtividade para funcionários públicos e trabalhadores da justiça, aprovado por decreto de finais de 2025 sem debate parlamentar. A Concòrdia visa também baixar o limiar de relato do Tribunal de Comptes para entidades privadas que recebem apoios públicos, de 300.000 para 100.000 euros.

As emendas entram agora em revisão em comissão, enquanto prosseguem os debates orçamentais.

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