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Politica·

Conselheira Andorrana Pessimista sobre Despenalização do Aborto em Meio a Riscos Institucionais

Núria Segués alerta para debates institucionais se a reforma do aborto travar no último país europeu com proibição total; aborda também habitação, laços com a UE, pensões e mais.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Núria Segués pessimista sobre despenalização do aborto para mulheres/médicos em Andorra, único país europeu com proibição total, temendo repensar modelo institucional.
  • Destaca crise habitacional por subidas de rendas e crescimento populacional, pensões insustentáveis precisando reforma híbrida, renegociação acordo UE.
  • Concòrdia ambiciona listas autónomas em 2027 contra rivais.
  • Rosa Maria Mandicó eleita por unanimidade presidente da associação europeia de ex-deputados por dois anos, Andorra acolhe seminário sobre IA e democracia.

### Núria Segués Questiona Viabilidade da Despenalização do Aborto em Meio a Debates Institucionais

A conselheira andorrana Núria Segués expressou pessimismo sobre a despenalização do aborto para mulheres, alertando que a falta de avanços poderia forçar eventualmente um debate mais amplo sobre o modelo institucional do país. Num entrevista, a representante do Concòrdia destacou a posição única de Andorra na Europa como a única nação com proibição total do procedimento.

Segués enfatizou a necessidade de despenalizar tanto mulheres como profissionais médicos, integrando o aborto nos serviços de saúde padrão. «Não estou muito otimista», disse ela, notando uma mudança desde a eleição do novo Papa e alterações no coprincipado. Sem progressos, antecipa pressão pública para rever estruturas fundamentais, embora o consenso social permaneça incerto. A sociedade progressista de Andorra, acrescentou, acolhe naturalmente essas discussões.

A entrevista também abordou os desafios da habitação antes do descongelamento das rendas em 2027. Segués expressou preocupações com o aumento dos preços no setor privado, criando mercados duplos que afetam famílias sem referências. Ligou o crescimento populacional às pressões habitacionais, argumentando que, embora o PIB suba, a qualidade de vida sofre para alguns em limites demográficos.

Sobre a associação à UE, Segués reafirmou a posição pró-europeia, mas insistiu na renegociação de «linhas vermelhas» no acordo atual, negociado conjuntamente com San Marino apesar de necessidades diferentes. Adiar o referendo até após a assinatura não faria sentido, disse, com o apoio social aparentemente a diminuir. As quotas temporárias de trabalho enfrentam obstáculos de novas licenças e renovações para empresas estrangeiras, complicando controlos migratórios — que mudarão pós-acordo.

A reforma das pensões está parada após três anos sem proposta. Segués considerou o sistema atual insustentável para gerações futuras, favorecendo um modelo híbrido que combine pay-as-you-go com capitalização privada. Os atrasos, sugeriu, devem-se a custos políticos, ao contrário das mudanças unilaterais nos salários dos funcionários públicos.

Olhando para as eleições de 2027, o Concòrdia planeia listas nacionais autónomas, mas alianças territoriais específicas baseadas num projeto nacional oposto aos modelos do DA, Liberais, Acció e CC. Não é envisaged um pacto nacional com Rosa Gili.

### Rosa Maria Mandicó Eleita para Liderar Associação Europeia de Antigos Parlamentares

Em notícia política não relacionada, a ex-deputada andorrana e membro do GESCO Rosa Maria Mandicó foi eleita presidente da Associação Europeia de Antigos Parlamentares dos Estados Membros do Conselho da Europa. A votação ocorreu na sexta-feira em Paris, apoiada por unanimidade pelas 19 associações nacionais, com o mandato de dois anos a iniciar-se imediatamente.

Enfermeira de formação, Mandicó serviu como chefe de enfermagem hospitalar, ministra da Educação, diretora de Saúde e conselheira de Canillo. Indicada pelo GESCO — o grupo nacional andorrano de ex-deputados, membro desde 2012 —, vê o cargo como reconhecimento para a organização e não mérito pessoal. «Dizemos: 'Bem, vamos saltar à piscina e avançar'», recordou.

O órgão apolítico, que abrange agora 22 países e em breve se expandirá para 24-25 incluindo Dinamarca, Islândia e Ucrânia, promove valores democráticos através de seminários e declarações enviadas a entidades como o Conselho da Europa e o Parlamento Europeu. Prioridades incluem recuperar membros do leste para atingir todos os 46 Estados do Conselho.

Mandicó delineou cinco eixos de trabalho, começando pelo crescimento de membros. Andorra acolherá em maio um seminário-conselho sobre o impacto da inteligência artificial na democracia — prós, contras e riscos —, mais a assembleia-geral de 2026. Eventos próximos incluem um colóquio na Sicília em outubro e assembleia em Bruxelas. Reuniões do bureau serão maioritariamente virtuais.

Como ex-parlamentares, os membros questionam tendências como a queda na participação eleitoral. «Perguntamo-nos se a democracia está em perigo», disse Mandicó, enfatizando partilha de experiências em vez de política ativa. A presidência continua esforços existentes de forma realista, acrescentou.

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