Voltar ao inicio
Politica·

Conselho do Alt Urgell Aprova Orçamento de 11 Milhões de Euros para 2024 Apesar da Oposição

O CCAU aprovou o seu orçamento de 11 milhões de euros com um aumento de 8,76%, apesar das críticas do Compromís por falta de ambição em estradas, águas residuais e habitação.

Sintetizado a partir de:
Bon Dia

Pontos-chave

  • Orçamento sobe 8,76% para 11M€, mais de 90% de transferências; despesas principais: educação (22%), serviços sociais (18%), acesso às aldeias (13%).
  • Compromís vota contra, exige reparações de estradas, tratamento de águas residuais, habitação; CUP abstém-se.
  • Presidenta Lladós defende recursos limitados, destaca controlo estatal das estradas e nova Mesa da Habitação.
  • Apelo unânime à 'Região de Emergência do Alt Pirineu' com sede no Alt Urgell; aceitação da demissão de conselheiro.

O Conselho Comarcal do Alt Urgell (CCAU) aprovou o seu orçamento de 2024 no valor de 11 milhões de euros durante uma sessão plenária realizada na noite de quinta-feira, apesar da oposição do Compromís, que votou contra.

O porta-voz do Compromís, Jordi Nadal, criticou o orçamento por falta de ambição política, descrevendo-o como mera execução de fundos afetos sem uma intenção mais ampla. Exigiu investimentos em melhorias de estradas, tratamento de águas residuais em pequenas aldeias e iniciativas de habitação. A conselheira da CUP, Gisela Sellès, ecoou algumas preocupações, mas optou por abster-se. O orçamento passou graças ao apoio do ERC, cuja porta-voz, Carme Lostao, destacou a urgência de as entidades locais terem um plano aprovado.

A presidente do CCAU, Josefina Lladós, reagiu com sarcasmo às declarações de Nadal, acusando o seu grupo de priorizar o confronto partidário com os governos catalão e espanhol em detrimento de ações práticas. Defendeu os recursos limitados do conselho, reiterando apelos a uma maior financiamento face às finanças precárias das entidades locais em todo o país. Lladós destacou a recém-criada Mesa da Habitação, mas esclareceu que o conselho não tem competências diretas em habitação. Quanto às estradas, apontou a N-260 de propriedade estatal entre La Seu d'Urgell e Puigcerdà como exemplo de algo fora do controlo local.

O orçamento representa um aumento de 8,76% face a 2023, impulsionado por um pagamento extraordinário de 20% do Fundo de Cooperação Local (200 mil euros), um aumento de 12% nas contribuições do Departamento de Educação (250 mil euros) para cobrir subsídios mais elevados para refeições escolares, fundos para planos de acesso às aldeias e adiantamentos para obras, incluindo renovação de elevadores e melhorias de acessibilidade no edifício principal do conselho. O conselho planeia também adquirir um novo veículo de transporte adaptado através da empresa pública IAUSA.

Mais de 90% das receitas provêm de transferências de outras entidades, com impostos e serviços públicos a renderem cerca de 400 mil euros (4%) e rendas 36 mil euros. A parte não financiada, 1,15 milhões de euros (10,4%), cobre a administração geral e é quase igual à alocação ordinária do Fundo de Cooperação Local, deixando pouco espaço para novos investimentos.

Educação (21,95%), serviços sociais (17,87%) e acesso às aldeias (13,12%) representam mais de metade da despesa.

A sessão aceitou também a demissão do conselheiro Jordi Gutiérrez Albanell, conselheiro de Montferrer i Castellbò, substituído pela presidente da câmara de Alàs i Cerc, Carme Ribó Domenjó.

Todos os grupos exigiram por unanimidade que o governo catalão denomine a nova região de emergência dos Pirenéus como "Região de Emergência do Alt Pirineu", abrangendo todos os concelhos da vegueria, e que a sede seja no Alt Urgell, onde se localiza a direção territorial do Departamento do Interior.

Partilhar o artigo via

Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: