Conselho Geral de Andorra debate reabrir investigação ao escândalo das pensões após encerramento judicial
Conselho Geral pondera retomar investigação parlamentar sobre sobregastos da CASS após tribunal não detetar crime devido a falta de recursos, surpreendendo.
Pontos-chave
- Investigação judicial arquivada após 18 meses; sem criminalidade nos sobregastos de pensões de invalidez parcial.
- CASS sem recursos técnicos e humanos para monitorização adequada, segundo o juiz.
- Comissão parlamentar suspensa em abril; membros souberam do encerramento pelos media.
- Debate centrado em responsabilização política e reforço da supervisão da CASS após férias.
O Conselho Geral de Andorra está a ponderar reativar a sua comissão de inquérito ao chamado "escândalo das pensões" após a decisão do Batllia de arquivar provisoriamente o processo penal.
O arquivamento judicial, anunciado após 18 meses de investigação, não detetou indícios de criminalidade nos sobregastos de pensões de invalidez parcial pela entidade pública CASS. O juiz instrutor citou a falta de recursos técnicos e humanos da organização para monitorizar adequadamente esses benefícios como fator chave. As investigações incluíram a análise de extensa documentação e o interrogatório de numerosas pessoas ligadas à CASS, como testemunhas ou arguidas.
A decisão apanhou os membros da comissão de surpresa. Criada em fevereiro de 2024, a investigação parlamentar iniciou trabalhos a meio de março, mas suspendeu atividades no final de abril por ordem judicial, após o procurador declarar o processo secreto e iniciar instrução formal. Conselheiros Gerais contactados por jornalistas souberam do encerramento através de reportagens nos media, não por canais oficiais.
O representante do PS Pere Baró e o membro da Concòrdia Jordi Casadevall, ambos na comissão na altura, disseram que o assunto deve agora ser discutido. O líder dos Democratas Jordi Jordana enquadrou o dilema com clareza: uma vez o arquivamento for definitivo, o Conselho decidirá se continua os trabalhos da comissão.
O encerramento tornar-se-á definitivo salvo recurso, sendo o Ministério Público a única parte aparentemente habilitada para o fazer. Fontes indicam que os procuradores não devem contestá-lo. A CASS, que inicialmente denunciou as irregularidades às autoridades, não está envolvida em qualquer recurso e excluiu mais ações. Anteriormente, arquivou processos disciplinares, notando que eventuais infrações administrativas ou laborais tinham prescrito.
Embora a Concòrdia tenha anteriormente exigido responsabilização política, a conclusão judicial sobre a falta de recursos — ecoada desde o início por quem está próximo da CASS — complica essa reivindicação. O debate pode agora centrar-se em resoluções para reforçar as capacidades de supervisão do organismo parapúblico, embora a atual direção já tenha detetado anomalias e implementado correções.
Os conselheiros planeiam abordar a questão após o período de férias.
Fontes originais
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