Consell General aprova orçamento do Estado, rejeitando proposta da Concòrdia para cortar 18 milhões de euros no turismo para habitação e
Debates intensos viram a Concòrdia falhar na redirecionamento de 18 milhões da Andorra Turisme para habitação e inovação, em meio a alertas de danos económicos de líderes do setor, enquanto os partidos da maioria defenderam o papel vital do turismo no PIB.
Pontos-chave
- Concòrdia propôs corte de 8M€ no orçamento de 24,6M€ da Andorra Turisme e 10M€ de transferência ministerial para habitação como Hotel Àrtic e hub de inovação de 2M€.
- Turismo representa 60% do PIB; defensores alertam que cortes arriscam queda de 5-10% de visitantes, empregos e eventos como Taça do Mundo de esqui.
- Custos de habitação subiram 6%; oposição cita redundâncias, visitantes estáveis justificam níveis de despesa de 2019.
- Outras emendas falharam: pavimentação de estradas, serviços para idosos, centros de catalão; lei omnibus revista para depósitos de residência.
O Consell General aprovou o orçamento do Estado de Andorra para 2026 na quinta-feira, rejeitando todas as cinco emendas em reserva do grupo da oposição Concòrdia, apesar de intensos debates sobre a transferência de fundos de promoção turística para prioridades de habitação e inovação.
A Concòrdia, liderada por Cerni Escalé, propôs cortar o financiamento direto da Andorra Turisme dos 24,6 milhões de euros para 16,6 milhões — uma redução de 8 milhões — e reduzir uma transferência de 10 milhões de euros do ministério, libertando quase 18 milhões de euros no total para aquisições de habitação pública, como o antigo local do Hotel Àrtic, e um hub de inovação empresarial de 2 milhões de euros. A vice-líder Núria Segués descreveu a alocação atual como desajustada face às realidades fiscais, apontando sobreposições de funções ministeriais, problemas como o evento Andorra Cycling Masters e o aumento de 6% nos custos de habitação nos últimos meses. Defendeu o regresso aos níveis de despesa de 2019 face a visitantes estáveis, insistindo que os recursos devem visar as carências essenciais em habitação, educação, saúde e investigação. Escalé enfatizou o turismo impulsionado pelo ministério com eventos seletos, evitando estruturas duplicadas.
Os sociais-democratas (PS), através de Pere Baró, apoiaram a ideia, citando redundâncias, falta de clareza e o valor do controlo direto do Governo sobre a estratégia turística.
Os grupos da maioria rejeitaram as propostas de imediato. Meritxell López, dos Democratas, destacou o papel do turismo em 60% do PIB — 2,7 mil milhões de euros em 2025 —, atribuindo à Andorra Turisme o duplicar de visitantes e de despesa por visitante desde 2012. A alocação para 2026 sobe apenas 0,7%, reforçada por 5 milhões de euros de impostos turísticos de 2025. O ministro das Finanças, Ramon Lladós, referiu compromissos plurianuais superiores a 15 milhões de euros para turismo premium, alertando que cortes poderiam comprometer rendimentos, emprego e eventos fixos como as provas de esqui da Taça do Mundo. Carles Naudi, dos Ciutadans Compromesos, avisou para ameaças ao emprego, enquanto Carine Montaner, do Andorra Endavant, elogiou os ganhos pós-pandemia e o apoio do setor. López e Lladós rebateram acusações de opacidade, referindo a supervisão do Tribunal de Comptes.
Antes da votação, figuras do setor expressaram alarme. O presidente da AEAT, Àlex Ruiz, falando da Fitur ao lado do ministro do Turismo Jordi Torres e de Betim Budzaku da Andorra Turisme, opôs-se ao corte de cerca de 40%, considerando-o prejudicial e prevendo 5-10% menos visitantes — até um milhão — e retrocessos na diversificação através de Cirque du Soleil, Andorra Taste e Classicand, afetando retalho, Naturland, Grandvalira e Caldea. O diretor de marketing da Grandvalira, David Ledesma, considerou-o danoso para a promoção, equipas e eventos, defendendo revisões de retorno sobre investimento. Jordi París, da Unió Hotelera, chamou a proposta inesperada face ao forte desempenho e progresso na diversificação, questionando o raciocínio da Concòrdia.
As restantes emendas da Concòrdia também falharam: 800 mil euros de pavimentação de estradas secundárias (competência paroquial em controles de despesa); 5 mil euros de serviços para idosos para financiar prevenção de solidão indesejada; e 30 mil euros para centros de autoaprendizagem de catalão em Andorra la Vella, Ordino e Sant Julià de Lòria, após 19 rejeições prévias em comissões.
Os deputados aprovaram revisões à lei omnibus 2 após reservas do PS e da Concòrdia. Residentes passivos e trabalhadores por conta própria não qualificados devem agora depositar 50 mil euros não reembolsáveis na AFA (12 mil euros por dependente), exceto em recusas iniciais; profissionais qualificados ganham acesso prioritário. Regulamentos governamentais definirão intervalos flexíveis entre autorizações temporárias, substituindo lacunas rígidas de cinco meses para trabalho sazonal; contratações em grupo de países de origem ajudam empresas ou operações multi-local; multas de 3 mil a 6 mil euros (ou o dobro da receita perdida) visam relações simuladas, incluindo casamentos ou laços económicos. A paragem indefinida pela Concòrdia de investimentos estrangeiros em imóveis acima de 49% de capital estrangeiro — exceto construções pré-licenciadas ou acima de 1 milhão de euros — e o prazo de seis meses do PS para legislação de habitação acessível foram derrotados.
Alterações da maioria incluíram a extensão de pensões públicas a trabalhadores por salário na SAAS; quatro meses de cobertura de saúde para dependentes de titulares de autorizações falecidos; e 400 mil euros para expansões em Comella.
Lladós apresentou o orçamento como resposta à habitação e ao poder de compra através de despesas recorde em saúde, educação, segurança, infraestruturas, digitalização e inovação — sem subidas de impostos ou expansão de dívida — face a 86% de custos rotineiros. Previsões indicam 4 mil milhões de euros de PIB com 2,8% de crescimento real e 2,7% de inflação a ajudar a recuperação salarial; 2025 terminou com um excedente de 60 milhões de euros contra uma projeção de défice de 35 milhões. A oposição rotulou-o de míope e insuficientemente transformador, criticando o escrutínio limitado em comissões.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- El Periòdic•
El Consell General tira endavant la llei òmnibus 2 enmig de la divisió política pels límits a la inversió estrangera
- Altaveu•
Aval d'Escaldes a la recollida conjunta de residus que licitarà Encamp el febrer vinent
- Bon Dia•
Superàvit de 60 milions
- ARA•
La majoria rebutja la suspensió indefinida de la inversió estrangera immobiliària
- Altaveu•
La Unió Hotelera veu "sorprenent" que es parli de reduir un 40% el pressupost d'Andorra Turisme
- El Periòdic•
L’oposició carrega contra el pressupost del 2026 i Escalé adverteix que “la resta del parc immobiliari està desbocada”
- Diari d'Andorra•
El Consell General aprova el pressupost
- ARA•
L'oposició critica que el 86% del pressupost es dediqui a despeses de personal i funcionament
- Diari d'Andorra•
La majoria tomba totes les esmenes de Concòrdia
- El Periòdic•
Divisió a la cambra parlamentària sobre el paper i el pressupost d’Andorra Turisme en el model econòmic del país
- ARA•
La majoria no compra la proposta de Concòrdia de retallar 10 milions d'Andorra Turisme per a habitatge
- Altaveu•
Divisió al Consell pel rol i els recursos d'Andorra Turisme
- Diari d'Andorra•
Contraris a retallar a Andorra Turisme
- ARA•
Les estacions rebutgen reduir un terç el pressupost d'Andorra Turisme com vol Concòrdia
- Bon Dia•
Mònaco, Singapur, Alemanya...
- Bon Dia•
Rebuig dels allotjaments turístics a reduir el pressupost d’Andorra Turisme
- El Periòdic•
Escalé insisteix i torna a presentar cinc esmenes a la llei, una per ajustar l’import destinat a Andorra Turisme
- Altaveu•
El sector dels apartaments alerta de l'efecte que tindria retallar el pressupost d'Andorra Turisme
- El Periòdic•
L’AEAT rebutja l’esmena de Concòrdia i alerta que una retallada d’Andorra Turisme “seria perjudicial per al país”
- Diari d'Andorra•
Concòrdia porta al ple les esmenes al pressupost tombades per la majoria
- Altaveu•
Residents passius i autònoms hauran de fer ingressos de 50.000 euros a fons perdut a l'AFA
- Bon Dia•
Concòrdia insisteix a treure diners de Turisme i posar-los a habitatge