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Politica·

CSJ notificado da reforma do magistrado Yves Picod; aprova plano de formação judicial para 2026

Picod mantém-se em funções até junho de 2026 e o Conselho Superior de Justiça iniciará o processo de sucessão.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraARABon DiaEl Periòdic

Pontos-chave

  • Magistrado Yves Picod notificou formalmente o CSJ da reforma ao abrigo do artigo 68.1; mantém-se em funções até final de junho de 2026 e iniciar-se-ão os procedimentos de sucessão.
  • CSJ aprovou o Plano de Formação Contínua para 2026 com três programas para magistrados/procuradores, secretários judiciais e pessoal da administração/CSJ.
  • Currículo inclui ética judicial, jurisprudência europeia, processo judicial eletrónico, técnicas de interrogatório, prevenção da corrupção, proteção ambiental e implicações da IA.
  • Plano prioriza programas da ENM e trocas com o CGPJ de Espanha, oferece cursos internacionais voluntários (Conselho da Europa HELP, AIAMP, ONU, UNESCO) e estágios profissionais.

O Conselho Superior de Justiça (CSJ) recebeu notificação formal do magistrado do Tribunal Superior Yves Picod de que pretende reformar-se ao abrigo do artigo 68.1 da Lei Qualificada da Justiça. Picod manter-se-á em funções até ao final de junho de 2026, e o CSJ anunciou que iniciará o processo institucional de sucessão para providenciar a sua substituição.

Na mesma sessão, o CSJ aprovou o Plano de Formação Contínua para 2026, elaborado pela Comissão de Formação Pedagógica e apresentado a 4 de dezembro de 2025, em conformidade com o artigo 38-bis da Lei Qualificada da Justiça. O plano estabelece o enquadramento para a formação anual obrigatória e voluntária dos membros das carreiras judiciais e do Ministério Público e do pessoal ao serviço da administração da justiça, combinando atividades generalistas, especializadas e personalizadas.

O plano está estruturado em três programas. O programa para magistrados, batlles e procuradores inclui formação geral em ética judicial, jurisprudência europeia, técnicas de interrogatório, liberdade de expressão e cooperação judicial internacional, bem como módulos especializados em direito civil, penal e administrativo. As sessões decorrerão de janeiro a novembro e incluirão um atelier sobre o processo judicial eletrónico, módulos sobre internamentos involuntários, prevenção da corrupção, gestão de investigações e uma sessão dedicada à proteção ambiental.

O programa para secretários judiciais prossegue a formação iniciada em 2025 e abrange gestão do tempo, gestão da mudança, cibersegurança, proteção de dados, aplicação do Código de Processo Civil e tratamento de documentos probatórios. Inclui também formação sobre violência doméstica e de género, com referência específica ao “Código Roxo” (Codi Lila).

O terceiro programa, dirigido ao pessoal da administração e do CSJ, aborda o código de ética, violência de género, assédio, estatísticas judiciais, processo penal, competências de comunicação e socorrismo, juntamente com módulos contínuos sobre o processo judicial eletrónico e cibersegurança.

O plano prevê atividades personalizadas, cursos online e estágios profissionais em instituições judiciais adaptados às necessidades individuais. Será dada prioridade aos programas da École Nationale de la Magistrature (ENM) e do Conselho Geral do Poder Judicial espanhol (CGPJ); tais atividades valerão dois créditos cada. A formação voluntária poderá incluir cursos universitários e programas de entidades especializadas e internacionais — nomeadamente os cursos HELP do Conselho da Europa e formações da AIAMP, da ONU e da UNESCO — e será avaliada segundo os critérios da Comissão Pedagógica.

Como nos anos anteriores, serão oferecidos estágios profissionais na Escola Judicial do CGPJ e noutras instituições para promover a troca de conhecimentos e melhorar a prestação de serviços públicos no sistema de justiça. Com a aprovação do plano para 2026, o CSJ reafirmou o seu compromisso com a modernização da justiça andorrana, consolidando uma cultura de aprendizagem contínua e preparando os profissionais para os desafios jurídicos e tecnológicos emergentes, incluindo o impacto da inteligência artificial e os desenvolvimentos na jurisprudência europeia.

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