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Politica·

Demòcrates definem projeto político e exploram alianças antes de nomear candidatos eleitorais

Nova direção partidária afirma que seleção de candidatos virá após acordo sobre programa e eventuais alianças; presidente cessante Xavier Espot apela à calma.

Sintetizado a partir de:
ARADiari d'AndorraEl PeriòdicAltaveu

Pontos-chave

  • Partido finalizará projeto político e potenciais alianças antes de selecionar candidatos para próximas eleições gerais.
  • Xavier Espot deixou organigrama partidário mas permanece chefe do Governo e alertou contra alianças prematuras.
  • Ladislau Baró torna-se presidente do partido, prometendo continuidade e foco em crescimento sustentável, pensões, habitação, demografia e clima.
  • Nova direção nomeada; congresso realizou plenários sobre pensões, crescimento sustentável, cultura e inovação para definir prioridades.

A direção dos Demòcrates per Andorra afirmou que definirá o projeto político do partido e explorará potenciais alianças antes de selecionar candidatos para as próximas eleições gerais. Falando após o congresso do partido a 30 de novembro, o presidente cessante do partido e chefe do Governo, Xavier Espot, disse que o ciclo pré-eleitoral deve ser gerido «com ordem e calma» e que a seleção de candidatos seguirá o acordo sobre o projeto e eventuais alianças.

Espot, que abandonou o organigrama partidário mas permanece sócio e chefe do Governo, criticou outros partidos por agirem «como se as eleições fossem amanhã» com alianças prematuras e divisão de cargos. Argumentou que faltam cerca de ano e meio para o voto e não há razão para acelerar o processo, apontando a sólida maioria dos Demòcrates no Conselho Geral e sondagens recentes do CRES que mostram intenção de voto semelhante a 2019 e 2023, mantendo o partido em liderança apesar de 14 anos no Governo. Disse também que o progresso no Acordo de Associação com a UE não deve afetar o calendário eleitoral e que o processo parlamentar para o acordo deve prosseguir sem provocar eleições antecipadas.

Ladislau Baró, proclamado presidente do partido no congresso e atual ministro das Relações Institucionais, Educação e Universidades, afirmou que a mudança de direção reflete adaptação ao contexto político e não uma viragem ideológica. «O ADN central do partido não muda», disse, sublinhando a centralidade e o equilíbrio como traços definidores. Baró rejeitou a ideia de que os Demòcrates estão já num momento pré-eleitoral e recusou apresentar-se como futuro candidato do partido.

Baró delineou um foco em «eixos programáticos» de longo prazo em vez de um manifesto eleitoral imediato, centrados no crescimento sustentável, na acessibilidade do modelo de crescimento e em áreas políticas como pensões, demografia, habitação e efeitos das alterações climáticas nos Pirenéus. Disse que a nova direção começará a analisar questões estratégicas mais amplas, incluindo a configuração do sistema partidário e diálogo com outras formações, apelando à paciência: «sem pressa, mas sem pausa».

O congresso avançou o trabalho interno de política através de quatro plenários sobre a sustentabilidade do sistema de pensões, crescimento sustentável, cultura e identidade, e o plano nacional de inovação e diversificação. Responsáveis partidários disseram que aqueles debates informarão as prioridades da direção nos próximos meses.

A renovada direção nacional inclui Sandra Codina como vice-presidente primeira, Meritxell Lòpez como vice-presidente, Guillem Casal como secretário-geral (substituindo Vicenç Mateu) e Maria Martisella como secretária para a organização (substituindo Ester Vilarrubla), entre outros. Mais de 130 pessoas assistiram ao congresso, com a direção do Governo presente mas com a notável ausência da ministra Conxita Marsol. Líderes partidários afirmaram que a nova equipa guiará o calendário interno e iniciará o trabalho substantivo nos eixos programáticos delineados por Baró.

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